Viracopos e Brinks fecham parceria para armazenagem de cargas valiosas

Por Freelers

- março 23, 2015

O Aeroporto Internacional de Viracopos e a empresa de segurança Brinks fecharam uma parceria para erguer dentro do terminal de cargas do aeroporto de Campinas a primeira área ultrassegura para armazenagem de cargas de alto valor – em trânsito de importação ou exportação – da América Latina. Com uma dimensão de 2 mil m², a estrutura terá características de construção similares às de um caixa-forte, com paredes mais espessas, e controle rígido de acesso ao local. A Brinks já montou estrutura parecida no Aeroporto de Heatrow, em Londres, e no Charles de Gaulle, em Paris.

A previsão é que a nova área do terminal passe a operar no segundo semestre. Segundo o diretor-presidente do aeroporto, Luiz Alberto Küster, desde a concessão, em 2012, é cada vez maior a necessidade de transporte de cargas de alto valor agregado como medicamentos, fórmulas químicas e componentes eletrônicos (tanto os relacionados a celulares quanto à indústria automotiva).

“Queremos privilegiar o transporte desse tipo de carga e abrir caminho para um transporte pouco explorado por via aérea, que é o de ativos financeiros e joias”, diz Küster. A expectativa do aeroporto, que está investindo R$ 10 milhões nessa empreitada, é ganhar uma receita adicional de R$ 20 milhões ao ano. Hoje, a operação de carga responde por 60% da receita de Viracopos.

Negócio.

O transporte de cargas de maior valor agregado é especialmente interessante do ponto de vista financeiro. A tarifa cobrada pela armazenagem, em geral, leva em consideração o preço do produto. Portanto, quanto mais valioso ele for, maior é a taxa. A dona de Viracopos já vem priorizando o transporte de cargas com maior valor agregado há certo tempo e por isso não registrou queda nesse segmento, apesar da retração sentida no setor – o recuo, em toneladas, foi de 10% só em janeiro, nos aeroportos brasileiros, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil.

O terminal ultrasseguro habilitará o aeroporto a fazer procedimentos que hoje não são possíveis. Por exemplo: a aplicação de selos em relógios importados. Os relógios que vêm de fora têm de receber um selo da Casa da Moeda do Brasil antes de serem distribuídos. Trata-se de uma medida para evitar o contrabando, algo que geralmente é feito fora do aeroporto.

Outra situação em que uma área de alta segurança como essa pode ser útil é o processo de validação do quilate de uma joia, algo hoje feito no Aeroporto de Heathrow.

Fonte: Estadão Conteúdo

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