Vendas no varejo caem 3,2% em junho e crescem 1,6% no 1º semestre

De acordo com dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as vendas do varejo na cidade de São Paulo caíram 3,2% em junho

Por André Garcia

- julho 2, 2019

Vendas no varejo cresceram 1,9% no primeiro trimestre de 2019

De acordo com dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as vendas do varejo na cidade de São Paulo caíram 3,2% em junho, comparando com mesmo mês do ano passado. Já em relação a maio deste ano, os números ficaram 4,5% abaixo. Segundo o economista da ACSP, Marcelo Solimeo, a queda ante junho de 2018 é explicada pelos dois dias úteis a menos este ano.

As vendas à vista recuaram 5,2% e as compras a prazo declinaram 1,2% na comparação interanual. Enquanto isso, na margem, as vendas a prazo cresceram 1,1% e as compras à vista caíram 10%.

Relembre: Vendas no varejo registram queda em abril, aponta IBGE

No primeiro semestre, por sua vez, o varejo paulistano avançou 1,6% frente ao mesmo período de 2018. Sendo 0,8% nas vendas a prazo e 2,3% à vista. Ao mesmo tempo, em 12 meses, houve alta de 1,6% (2,9%, vendas a prazo, e 0,2%, à vista).

Resultado do primeiro semestre é fraco

Solimeo avalia que o resultado do primeiro semestre é “fraco”. “Reflete o atual momento de inércia da atividade econômica. Dessa forma, a perda de fôlego é ainda mais acentuada quando olhamos para o primeiro semestre do ano passado, período em que o varejo havia registrado elevação de 2,9%. Portanto, somente novos cortes na taxa básica de juros. Além de reduções no recolhimento dos compulsórios dos bancos poderão reverter essa desaceleração”, diz o economista.

De acordo com Solimeo, o crescimento maior do sistema à vista, que corresponde basicamente aos setores de vestuário, calçados, adereços e objetos de uso pessoal, em relação ao sistema a prazo, que engloba móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, é justificado pela conjuntura macroeconômica.

“As pessoas não têm dinheiro sobrando. Portanto, tendem a comprar produtos de menor valor. Assim, o consumidor está fugindo de prestações. A queda da confiança, o desemprego elevado e os juros de mercado ainda altos o assustam”, diz Solimeo.

Compartilhe nas redes sociais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *