Prometida para março e adiada para maio, a inauguração do Trecho Leste do Rodoanel vai atrasar mais uma vez. A SPMar, empresa responsável pela obra, já admite a possibilidade de entregar a rodovia apenas no segundo semestre. A empreiteira será multada pela Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo) em razão da demora.
Por meio da assessoria de imprensa, a empresa – que também é responsável pela gestão do Trecho Sul do anel viário – afirma que só deverá definir nesta semana a data exata da inauguração. A construtora adianta, entretanto, que a via só deverá ser liberada para o tráfego entre o fim de junho e o início de julho. Também não foi decidido se a estrada será aberta de uma só vez ou em partes.
Até então, a SPMar havia informado à Artesp cronograma em que a primeira etapa das obras – entroncamento com o Trecho Sul, em Mauá, passando por Ribeirão Pires, até a Rodovia Ayrton Senna – deveria estar pronta para a circulação de veículos ainda neste mês. São 37 quilômetros de pistas. A segunda etapa, até a Rodovia Presidente Dutra, deveria ser concluída em junho.
A justificativa para o atraso é o fato de que, após o início das obras, em agosto de 2011, foram identificadas “variações geológicas, interferências não cadastradas, como tubulações, adutoras, antenas e alteração” que não estavam previstas no projeto original.
A empreiteira cita como exemplo situação ocorrida em Itaquaquecetuba, “onde existiam áreas descritas no edital como terreno argiloso e hoje há lagoas”. Por conta disso, a estrutura a ser utilizada, que teria profundidade de 20 metros e custaria R$ 3.000, teve de ser trocada por uma de 55 metros, sendo 9 metros fincados em rocha. O custo subiu para R$ 900 mil. Outra explicação dada foi a dificuldade para obtenção de autorizações para avanço de frentes de obras por parte de agentes como Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
Em razão desses problemas, a SPMar diz ter solicitado à Artesp prorrogação do prazo de entrega. A agência reguladora, entretanto, contesta a versão e ressalta que “a informação não é compatível, pois demandaria modificação no contrato e isso não ocorreu”. O órgão fiscalizador salienta também que o valor da multa só será definido na data de entrega, já que o cálculo é feito com base no número de dias de atraso.
Sobre as dificuldades na emissão de licenças, a Artesp diz que são “trâmites inerentes a qualquer obra, que devem ser resolvidos pela concessionária, visto que ela é responsável pela execução”.
FONTE: SETCESP
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