Rede MAN Latin America aposta na recuperação do mercado e do share

Por Freelers

- agosto 29, 2014

Para o presidente da ACAV, Diego Comolatti, mercado de caminhões é  cíclico e a maior oferta da linha TGX vai reforçar a presença da marca
 
A queda das vendas de caminhões e chassis de ônibus e a perda de share da marca MAN no mercado brasileiro, em 2014, não assustam o presidente da ACAV (Associação Brasileira dos Concessionários MAN Latin America). Em entrevista exclusiva para o portal FROTA&Cia On Line, Diego Comolatti aposta na recuperação das vendas no segundo semestre do ano. E atribui aos altos e baixos do mercado a variação, para baixo, da participação da marca no segmento.  “O mercado de caminhões é uma atividade cíclica porque depende do desempenho da economia”, explica Comolatti, em referência à queda na demanda de cargas, por conta doenfraquecimento da atividade econômica. Ao seu ver, a permanência da “onda” no pico durou até bastante e, agora, é natural que aconteça uma descida.
                
O presidente da ACAV reconhece que a impossibilidade de ter acesso a 100% do Finame PSI, para financiamento da linha MAN TGX, contribuiu para a queda de share da marca que representa. Mas, adiantou, a fábrica vem se empenhando muito para atingir o índice mínimo de componentes nacionais, requerida pelo BNDEs. “Nossa vantagem é que a MAN não joga a toalha quando enfrenta um desafio. A marca persegue forte seu objetivo, até conseguir seu intento”, garante o presidente. Ele também admite que a Rede MAN tem muito ainda que aprender, em relação ao mercado de extrapesados. “Somos muito bons no segmento de entrada, onde a linha VW Constellation de 420 cavalos é um sucesso de vendas”, observa, convencido de que o ciclo de vida de um extrapesado acima dessa faixa de potência é muito diferente. 
 
A oferta de três linhas distintas de produto – Worker, Constellation e MAN – só reforça a presença da marca e não gera qualquer conflito dentro da rede, garante o executivo. Segundo ele, o mercado sabe muito bem o que quer e reconhece a diferença entre as linhas. “Hoje, não existe mais espaço para amadores nesse mercado, sejam fabricantes, revendedores ou, até mesmo, clientes”.
 
Em relação à conjuntura atual, Diego Comolatti acredita que as redes de revendas, de qualquer bandeira, terão de se ajustar aos novos tempos. “Diante da queda da demanda, fatalmente, o mercado terá de passar por um período de acomodação. As margens são muito pequenas e quem bobear vai sofrer as consequências”, alerta o dirigente, que cita os problemas internos de sucessão, a própria gestão dos negócios e o trato com a concorrência, entre as muitas questões que precisarão ser alvo de atenção, por parte das concessionárias de veículos.
                
Para os novos entrantes no mercado brasileiro de caminhões, o desafio é ainda maior. “As marcas que estão chegando vão pegar o mercado em baixa, bem diferente do cenário que projetaram. Elas terão mais dificuldades para atrair grupos econômicos, eventualmente interessados em investir na implantação da rede de revendas. E ainda irão topar com uma competição muito mais acirrada, por parte das marcas já estabelecidas, já que ninguém pensa entregar o osso assim tão fácil”, avisa o presidente da ACAV.
                
 
Por José Augusto Ferraz, do portal FROTA&Cia On Line
 
Compartilhe nas redes sociais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *