Investimentos mínimos necessários para o transporte aquaviário chegam a R$ 122 bilhões

Por Freelers

- agosto 29, 2014

​O Plano de Transporte e Logística 2014, divulgado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) no último dia 22 de agosto, aponta que o transporte aquaviário necessita de investimentos mínimos de R$ 122,1 bilhões para solucionar gargalos ao transporte de cargas e de passageiros, num total de 371 intervenções. O valor corresponde à navegação fluvial e marítima e contabiliza projetos relacionados à mobilidade em regiões metropolitanas. 
 
Para se ter uma ideia, de 2007 até o primeiro semestre deste ano, os desembolsos feitos pela União e pelas estatais para o setor ficaram em R$ 1,1 bilhão, apesar da importância estratégica do setor para a economia do país. No ano passado, as embarcações movimentaram 98,3% das exportações e 90,4% das importações, segundo dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). No caso da navegação interior, apesar do grande potencial das vias navegáveis, apenas 50% são utilizadas para o transporte de cargas ou passageiros, num total de 20,9 mil km. 
 
Na avaliação da CNT, o ganho de competitividade do modal passa por uma série de medidas, como melhorar o acesso das embarcações aos portos, a ampliação de áreas retroportuárias (para facilitar o tráfego de veículos terrestres, como trens e caminhões), o que também reduziria tempo e custo da logística.
 
Assim, o Plano de Transporte e Logística 2014 relaciona uma série de projetos que poderiam dar mais eficiência ao transporte aquaviário e garantir sua integração com outros modais. Eles sugerem, por exemplo, melhorias em áreas portuárias, construção ou adequação de acessos terrestres aos portos, ampliação da profundidade portuária e construção de canais. Ainda conforme o levantamento, 25,6 mil km de hidrovias devem passar por adequações e 68 novos portos precisam ser construídos. 
 
Entre os projetos, o Plano destaca, por exemplo, a construção de novos terminais portuários na margem esquerda de Santos (SP) e no porto de Imbituba (SC), a construção dos portos de Coruripe (AL) e do Mercosul (PR) e a construção da retroárea dos berços 98 e 99 do porto de Itaqui (MA). 
 
Para projetos de mobilidade urbana no modal aquaviário, o estudo aponta a necessidade R$ 963,9 milhões para aquisição e melhorias de embarcações e construção de sistema aquaviário de passageiros, especialmente para as regiões de Recife (PE) e de Vitória (ES). 
 
FONTE: CNT
 
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