Portos do Paraná lideram exportação de carnes no Brasil

Paranaguá, um dos portos do Paraná, consolida posição como maior corredor exportação de carnes, com crescimento de 9,9% até maio de 2025

Por Gustavo Queiroz

- julho 1, 2025

Portos do Paraná exportação de carnes

Os Portos do Paraná reforçaram sua posição como principal via de exportação de carnes do Brasil, respondendo por 35,1% do total nacional nos cinco primeiros meses de 2025. Os dados confirmam o complexo portuário paranaense como o maior exportador de proteína animal congelada do país, com 1,28 milhão de toneladas embarcadas entre janeiro e maio, um aumento de 9,9% em relação ao mesmo período de 2024.

Os principais destinos foram China, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita, com cargas de frango, bovina e suína. O desempenho consolida o Porto de Paranaguá como o maior terminal de aves congeladas do mundo, responsável por 44,1% das exportações brasileiras do setor, mais que o dobro do volume movimentado por Santos (20,9%).

Portos do Paraná exportação de carnes
Portos do Paraná desponta como principal exportador de carnes do país | Foto: Divulgação

Apesar das restrições sanitárias temporárias devido a um caso isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul, as exportações de frango cresceram 2,5% (923,4 mil toneladas). Já a carne bovina teve salto de 50,9%, alcançando 276,9 mil toneladas, tornando Paranaguá o segundo maior exportador do Brasil no segmento.

Trabalhamos para oferecer mais capacidade sem aumentar custos. A ampliação do canal de navegação, por exemplo, permite embarcar mais carga com a mesma eficiência. É um esforço coletivo da comunidade portuária”, diz Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

Produção de proteínas

O Paraná é o maior produtor nacional de frango (34,6% do total) e o segundo em suínos (21,9%), segundo o IBGE. Em 2024, foram abatidos 2,2 bilhões de frangos; 12,4 milhões de suínos; 629 mil bovinos. A cadeia produtiva paranaense conta com 557 empresas de abate e processamento, demandando logística ágil. “Temos capacidade para escoar qualquer produção do Paraná e do Brasil”, conclui Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias.

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