Picape a biometano da Toyota faz sucesso na feira

Por Pedro Bartholomeu

- maio 22, 2025

Picape Toyota Hilux a biometano

De olho nas frotas que operam em usinas de cana, fabricante apresenta protótipo da picape Hilux adaptada para uso desse combustível alternativo e renovável

 

A Toyota aproveitou a Agrishow 2025, realizada em Ribeirão Preto (SP), para mostrar um novo conceito em picape, cuja intenção foi a de testar a receptividade do público às ideias incorporadas ao novo veículo.

Eduardo Bennacchio 2
Eduardo Bennacchio, gerente de Engenharia Experimental da Toyota

“Decidimos mostrar uma picape Hilux totalmente convertida para uso com biometano, para utilização nas usinas, com o objetivo de reduzir a emissão de CO2”, diz Eduardo Bennacchio, gerente de Engenharia Experimental da Toyota do Brasil.

“A ideia de desenvolvimento dessa solução obedece ao conceito que a descarbonização não vai depender de apenas uma via, mas deverá envolver várias possibilidades”. Ele diz que a escolha de cada alternativa seguramente vai depender das condições do local de operação e da infraestrutura disponível, que dependem de cada região.

Para o executivo, a disponibilidade de um veículo a biometano é particularmente muito interessante para a região paulista, que concentra a maior parte da produção canavieira do país. Ainda mais porque a tendência é que todo esse parque de usinas e destilarias se tornem produtoras de biometano também.

Termômetro positivo

“Em paralelo ao desenvolvimento desta picape, esse é o primeiro protótipo, já notamos que a maioria dos produtores investe na infraestrutura para simplificar o uso do biometano em suas áreas de produção e beneficiamento”.

Estande Toyota nova Hilux
Visitantes puderam realizar teste drive com o veiculo

Um bom indicativo da acolhida da ideia foi o número elevado de pedidos de profissionais das usinas, que se mostraram interessados em realizar testes de campo no veículo. “O termômetro é muito positivo”, comemora Bennacchio sobre a receptividade do protótipo na Agrishow.

Bennacchi, lembra da importância que os usineiros dão à redução das emissões de carbono, que lhes asseguram os preciosos créditos de carbono. É bom lembrar que, no caso, o combustível acaba saindo pelo preço de custo, já que os usuários são produtores de biometano. Uma redução substancial nos custos operacionais da frota de operação.

 

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