A Black Friday vai além de ser um período de promoções: ela serve como um indicador do consumo, dos comportamentos e do ânimo do mercado. Para 2025, as previsões são muito positivas. De acordo com estimativas da ABIACOM e pesquisas da Gauge/W3haus, as vendas online devem alcançar um valor entre R$ 13,3 e R$ 13,6 bilhões, representando uma alta de 14,7% a 16,5% comparado a 2024.
Os dados do comércio exterior também refletem esse otimismo. Conforme um estudo da Logcomex, companhia especializada em tecnologia para o comércio internacional, de janeiro a agosto de 2025 a quantidade total de produtos importados subiu 6%, ao mesmo tempo que o valor FOB dos itens teve um incremento de 10% na comparação com os mesmos meses do ano anterior — um indicativo de que os varejistas estão se preparando para a forte procura no final do ano.
Esse movimento de antecipação por parte das empresas é intencional, uma vez que o comprador da Black Friday 2025 está mais organizado. Pesquisas sobre planos de aquisição mostram que mais de 70% das pessoas no Brasil iniciam a observação de valores com mais de um mês de antecedência, em busca de promoções efetivas para artigos com preço mais elevado.
Categorias com alta expectativa
Neste período, os setores com maior potencial estão em vestuário, cosméticos e aparelhos eletrônicos, segmentos que tiveram os aumentos mais expressivos tanto em quantidade como em valor de importação. Em Vestuário e Cosméticos, as importações de perfumes tiveram alta de 70% em quantidade e 43% em valor, somando US$ 91,8 milhões; calçados cresceram 52% em quantidade e 36% em valor FOB (US$ 147 milhões); e as camisetas aumentaram 44% em quantidade e 34% em valor (US$ 88 milhões).
Nos eletrônicos, área tradicionalmente muito forte na data, a movimentação permanece sólida. As importações de celulares inteligentes subiram 8% em valor FOB, somando US$ 196 milhões e mantendo a primeira posição entre os produtos mais importados. Os consoles de videogame, outro ícone do consumo de final de ano, tiveram crescimento de 20% e chegaram a US$ 135 milhões em valor FOB.
No ramo de aparelhos domésticos, o conjunto de produtos mostra novas escolhas do consumidor: fritadeiras elétricas (+23% em quantidade; +13% em valor; US$ 7,2 milhões) e refrigeradores (+11% em quantidade; valor sem mudança significativa; US$ 109 milhões) se destacam, enquanto os fornos apresentam queda (–23% em quantidade; –27% em valor; US$ 127 milhões).
