O Grupo Volkswagen anunciou na semana passada que irá reduzir em € 1 bilhão sua média anual programada de investimentos, de € 13 bilhões para € 12 bilhões em 2016. Segundo a companhia informou em comunicado na sexta-feira, 20, o objetivo é “alinhar as atividades de investimentos da empresa com a situação atual”. O grupo assegura que serão mantidos os aportes no desenvolvimento de novos produtos e da nova plataforma para carros elétricos. Os cortes vão mirar principalmente os custos com propriedades, fábricas e equipamentos.
“Estamos operando em tempos incertos e voláteis e estamos respondendo a isso”, justificou o CEO Matthias Müller, após participar de uma reunião regular com o conselho de supervisão na sexta-feira na sede do Volkswagen. “Vamos priorizar estritamente todos os gastos e investimentos programados. Conforme anunciado, tudo que não é absolutamente necessário será cancelado ou adiado”, acrescentou Müller em comunicado.
Cortes
Entre os cortes previstos, foi suspensa a construção de um novo centro de design em Wolfsburg, o que deve trazer economia de € 100 milhões ao orçamento do grupo. Será também revisto o planejamento da nova cabine de pintura para a planta da Volkswagen no México.
Na linha de produtos, foi adiado o desenvolvimento do sucessor do sedã de luxo Phaeton – previsto para ser um modelo 100% elétrico. “Nas próximas semanas vamos revisar ou potencialmente cancelar gastos, ou distribui-los em uma extensão maior (de tempo), mas sem colocar em risco nossa viabilidade futura”, explicou Müller.
Investimentos
Ao mesmo tempo, o CEO anunciou a intenção de aumentar em aproximadamente € 100 milhões os investimentos previstos em tecnologia de propulsão alternativa em 2016. “Não vamos cometer o erro de economizar com nosso futuro. Por essa razão estamos planejando elevar os gastos no desenvolvimento da mobilidade elétrica e digitalização”, destacou Müller. O objetivo é acelerar os projetos de sistemas elétricos de propulsão para os carros do grupo que integram as marcas Volkswagen, Audi e Porsche.
A maior parte dos aportes previstos será destinada a novos produtos, evolução das plataformas modulares (como a MQB) e complementação de investimentos em expansão de capacidade já em andamento.