O grupo Ale, que representa a quarta maior distribuidora de combustíveis do Brasil, foi colocado novamente à venda. A companhia, que é resultado da união da mineira Ale Combustíveis com a Satélite Distribuidora de Petróleo, do Rio Grande do Norte, é avaliada em R$ 2 bilhões no mercado e tem o banco Safra como assessor financeiro.
Nessa nova rodada de negociações, a distribuidora de combustíveis começou a ser oferecida novamente pelo banco Safra. Na atual proposta, Marcelo Alecrim estaria mais disposto a deixar totalmente a companhia. O Safra já ofereceu o grupo Ale para os fundos Advent e Warburg Pincus.
A distribuidora já foi alvo do grupo Ultra, dono da Ipiranga, segunda maior do setor, com 19,1%, de acordo com dados de 2014. A Raízen, parceria entre Shell e Cosan, terceira maior, com 18,7%, também já olhou o ativo.
O grupo Ale tinha, em 2014, 3,7% do mercado nacional. Apesar de pequena, a empresa ajudaria a vice-líder a ficar mais perto da primeira colocada – a BR Distribuidora, da Petrobrás. Também poderia fazer a Raízen superar o Ultra e assumir o segundo lugar.
Plano de expansão
Com cerca de 2 mil postos em 22 Estados, o grupo Ale faturou R$ 11,4 bilhões em 2015. Por meio de sua assessoria, o grupo Ale não confirma que está à venda e diz que segue com seu plano de expansão, com aporte de R$ 118 milhões.
Procurado, Marcelo Alecrim disse não ter posto sua parte à venda, mas não descartou o negócio. Safra, Darby, Advent, Raízen e Ultra não comentam o assunto.
Fonte: O Estado de S. Paulo