Governo volta atrás e entidades comemoram desoneração da folha de pagamento

O governo voltou atrás e decidir manter a desoneração da folha de pagamento de 17 de setores, entre eles o de transporte de passageiros.

Por Victor Fagarassi

- fevereiro 29, 2024

Desoneração da folha

Após algumas semanas de batalha entre os envolvidos, o governo decidiu, nesta última terça-feira (27), revogar um trecho da Medida Provisória que traria reoneração total à folha de pagamento de 17 setores, entre eles o de transporte de passageiros. A ação foi comemorada pela FETCESP (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado de São Paulo) em nota.

Segundo a Federação, o tema teria potencial de gerar um forte impacto nos custos dos serviços dos transportes de passageiros. A ação foi formalizada na edição do Diário Oficial da União desta quarta-feira (28). Agora, o assunto será tratado por meio de um Projeto de Lei (PL) encaminhado ao Congresso e a expectativa é que o assunto tramite em regime de urgência.

“O PL 334 mantinha o benefício da substituição da alíquota previdenciária de empresas dos setores contemplados, adotada desde 2011, e ficaria em vigor até 2027, antes de o governo federal tentar acabar com a desoneração. Em vez de pagar 20% sobre a folha salarial, as companhias pagam, atualmente com os benefícios, alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, reduzindo a carga tributária da contribuição previdenciária. O benefício perderia a validade no fim deste ano, algo que traria muito impacto às empresas do setor de Transporte de Passageiros e elevaria os custos das passagens, prejudicando milhões de pessoas que utilizam esse meio de transporte. Por isso, vemos como uma vitória a decisão do presidente e continuaremos lutando para que o setor não seja impactado no futuro“, declara Mauro Herszkowicz, presidente da FETCESP.

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Impactos indiretos

Segundo cálculos da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), os custos dos serviços aumentariam quase 7%, o que poderia impactar nas tarifas cobradas dos passageiros. A NTU também afirma que além isso subiria a inflação, fazendo o IPCA escalar 0,2%. 

O presidente da FETPESP ainda diz que os benefícios oferecidos conseguem assegurar a manutenção dos empregos e a criação de novas vagas, lembrando que a mão de obra é um dos itens de maior peso nos custos dos serviços de transportes.

“Esse projeto ajuda a acabar com a insegurança jurídica das empresas, já que conseguiriam continuar contratando e equilibrando as contas, sem a necessidade de demissões. Além de não travar os investimentos no setor, que trariam diversos benefícios aos usuários”, conclui Mauro.

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