Especializada em soluções de armazenagem flexível, a Reconlog celebra 15 anos de atuação em 2026 consolidando um modelo de negócio que transformou a armazenagem temporária em ativo estratégico para grandes operações logísticas e industriais. Ao longo dessa trajetória, a companhia soma 3,7 milhões de metros quadrados instalados no país, com 600 mil m² atualmente em operação estática, sendo a maior cobertura nacional com um único produto. A meta agora é dobrar essa capacidade até 2030, alcançando 1,2 milhão de m², apoiada no fortalecimento da atuação nacional, na expansão para outros mercados da América Latina e no aprofundamento em segmentos críticos como comércio eletrônico, bebidas, fertilizantes, mineração e logística portuária.
O diferencial que sustenta esse avanço é o RL360, modelo proprietário desenvolvido a partir de investimento contínuo em engenharia e padronização. Diferentemente das estruturas fixas tradicionais, o produto modular permite vãos livres de até 50 metros, rápida implantação (entregas turnkey de 500 m² em 24 horas e até 4.000 m² em oito dias) e capacidade de realocação total, sem imobilizar capital em obras de longo prazo.
Segundo a empresa, os galpões são projetados para suportar condições severas de vento e diferentes realidades operacionais do território brasileiro, com baixo índice de manutenção e segurança estrutural validada em projetos de alta complexidade. “Tem empresa que enxerga o galpão como custo. Nós enxergamos como ativo operacional. Quando o cliente precisa ganhar prazo, manter a produção, melhorar a armazenagem ou reagir rapidamente a uma situação emergencial, não há espaço para improviso”, afirma Fábio Maioli, Chief Revenue Officer (CRO) da Reconlog.
Dois casos recentes ilustram a escala e a capacidade técnica da empresa. O maior galpão lonado já entregue na América Latina, com 14.800 m², foi montado para o setor de mineração, com vão livre amplo, otimização de fluxos internos e controle ambiental da operação, gerando ganhos expressivos de eficiência em pátio e estoque.

Já no Porto de Santos (SP), a Reconlog ergueu o maior complexo de galpões lonados em tempo recorde, incluindo 21.500 m² distribuídos em múltiplos módulos RL360 integrados, com acessos, pátios e circulação para composições ferroviárias, tudo entregue em apenas 40 dias. O resultado foi a aceleração do start‑up da cadeia porto‑ferrovia, mitigando gargalos críticos de escoamento no setor de celulose.
A operação da companhia é sustentada por estrutura própria e capilaridade nacional. São 18 equipes internas dedicadas à montagem, desmontagem e manutenção, além de um polo fabril de cerca de 43 mil m² e aproximadamente 400 funcionários. Além das intervenções corretivas, a empresa executa manutenções preventivas anuais nas estruturas locadas, com inspeções técnicas completas que incluem tensionamento de lona, cabos de aço, soldas e avaliação da integridade geral. Esse padrão operacional elevado tem sido determinante para atender desde grandes plantas industriais até operações urbanas de apoio logístico, reposicionando a armazenagem temporária – historicamente vista como emergencial – como ferramenta de planejamento estratégico.
Dados de mercado
Esse reposicionamento ganha relevância ainda maior diante do avanço acelerado da automação logística na América Latina. Com a adoção crescente de robótica, inteligência artificial e sistemas automatizados, a rigidez das infraestruturas tradicionais tem gerado ineficiências e limitações ao crescimento. De acordo com a Ken Research, o mercado de armazenagem na região foi avaliado em US$ 1,1 bilhão, enquanto a Market Data Forecast projeta que o segmento de movimentação de materiais cresça a uma taxa anual composta de 9,8%, saltando de US$ 3 bilhões em 2025 para US$ 6,4 bilhões até 2033.
Nesse cenário, a possibilidade de ajustar a capacidade operacional sem paralisar investimentos – exatamente o que propõe o modelo flexível – deixa de ser uma alternativa e passa a ocupar papel central na estratégia logística. “A lógica mudou. Antes, a empresa construía para prever o futuro. Agora, ela precisa estar pronta para responder rápido ao que o mercado exige. Flexibilidade não é improviso. É uma decisão de negócio”, conclui Maioli.
