Lucratividade da Marcopolo é surpresa negativa

Por Freelers

- maio 9, 2012

Receita da empresa subiu 16%, mas margens desapontaram

Receita da empresa subiu 16%, mas margens desapontaram


Na avaliação geral, em linha com as expectativas, os números da Marcopolo despertaram dois comentários principais dos analistas, um positivo e outro negativo. Primeiro, o forte crescimento da receita líquida consolidada, de 15,7%, para R$ 880,7 milhões. Segundo, a contração das margens, que caíram 0,3 ponto percentual, para 12,6%.

A empresa divulgou os resultados do primeiro trimestre de 2012 na última segunda-feira (7/5), mostrando ainda um aumento de 3,4% no lucro líquido, para R$ 78,4 milhões.

Para os analistas do Bank of America Merrill Lynch a receita ficou dentro do esperado.

“A Marcopolo confirmou nossas expectativas e entregou uma performance forte na receita do primeiro trimestre de 2012”, comentaram os analistas Sara Delfim, Murilo Freiberger e Roberto Otero, em relatório. Segundo eles, “mesmo excluindo o efeito da aquisição da Volgren (cerca de R$ 50 milhões), a companhia teria alcançado um crescimento orgânico saudável de 9%, com performance substancialmente melhor que seus pares do setor.”

Já o BB Investimentos viu os números como uma prova de que a Marcopolo conseguiu se adaptar ao cenário econômico desfavorável para a indústria no início deste ano.

Junto com a análise dos resultados, o analista Mario Bernardes Junior, do BB, elevou o preço-alvo das ações POMO4 de R$ 10 para R$ 10,75, com recomendação market perform (performance em linha com a média do mercado).

Margens pressionadas

Em relação às margens, as opiniões não foram tão positivas. Para o BofA ML, a lucratividade menor do que o esperado deve-se à deterioração no mix de produtos e à incorporação da Volgren com margens mais baixas.

O aumento de 17% nas despesas operacionais, devido principalmente ao aumento das despesas administrativas, também prejudicou as margens da Marcopolo.

Porém, para o BB, essa redução “pode ser considerada ligeira e tende a se reverter nos próximos trimestres, pela expectativa de aquecimento da atividade industrial com as novas medidas anunciadas na segunda fase do Plano Brasil Maior”, com desoneração tributária e melhores condições de financiamento de ônibus.

Perspectivas

Olhando para o futuro, a empresa deve continuar a reportar resultados fortes, na opinião dos analistas, já que a carteira de pedidos da empresa está fechada até agosto.

Além disso, Leonardo Zanfelicio e Karina Freitas, da Concórdia, apontam que há “uma tendência de aumento na demanda por ônibus no Brasil”, ao mesmo tempo em que as vendas no mercado externo devem apresentar expansão.

Brasil Econômico

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