A Usiblend, marca industrial do grupo Usiquímica, consolidou-se como a plataforma produtiva exclusiva dos lubrificantes Valvoline no Brasil. A operação absorveu a totalidade da fabricação nacional da marca, que passou a ser realizada de forma unificada na planta industrial de Diadema (SP). A medida visa fortalecer a eficiência operacional, a competitividade e a capacidade de resposta às demandas do mercado doméstico.
Com um portfólio de aproximadamente 130 itens para veículos leves, pesados, motocicletas, sistemas hidráulicos industriais e coolants, a Valvoline tem agora 100% de sua produção local centralizada na unidade da Usiblend. Antes do movimento, 87% dos produtos já eram nacionalizados; os 13% restantes, que incluem ATFs sintéticos e linhas específicas como Advanced e Syngard, permanecem como importados.
De acordo com Alberto Freitas, gerente de Vendas da Valvoline, representada pela Usiquímica desde 2018, a transição amplia a flexibilidade produtiva, reduz prazos de fabricação e fortalece o controle de qualidade, com rastreabilidade integral. “Ganhamos também sinergia com fornecedores e capacidade de adaptação mais ágil às variações de demanda”, afirmou.
A unificação da produção é um passo estratégico para a futura expansão do portfólio Valvoline no país, com previsão de entrada em novos segmentos, como lubrificantes industriais e graxas. A iniciativa reforça a estratégia do grupo de aprofundar a nacionalização e ampliar sua penetração no mercado brasileiro.
Freitas ressaltou que a decisão entre produzir localmente ou importar leva em conta fatores como volume de mercado, complexidade técnica, homologações, disponibilidade de insumos e diretrizes globais. “Sempre que há viabilidade técnica e acesso aos insumos necessários, a produção local é priorizada”, explicou.
A planta de Diadema, adquirida da YPF Lubrificantes, passou por investimentos em estrutura, tecnologia e automação para viabilizar a operação integrada. Cada lote produzido segue os padrões globais de qualidade e rastreabilidade da Valvoline, assegurando a manutenção dos protocolos internacionais.
O novo modelo operacional permite ajustes ágeis na fabricação, gera ganhos de eficiência e estabelece uma relação mais direta com os parceiros comerciais. “Estamos colhendo os frutos de um processo que começou com visão estratégica e confiança no mercado brasileiro. Essa transição fortalece a marca e cria uma base sólida para um novo ciclo de crescimento”, concluiu Freitas.
