A Sansuy, que comercializa lonas para o transporte de cargas por meio da marca Vinilona, marcou presença na IAA Transportation 2024 junto com outras 17 empresas que estiveram no estande Move Brasil, organizado pela Anfir (Associação Nacional Fabricantes de Implementos Rodoviários)em parceria com a Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), com o objetivo de conhecer o produto europeu mais detalhadamente.

“Eu queria ver como a nossa empresa está posicionada em relação às lonas e bobinas no mercado internacional, já que somos fabricantes da marca Vinilona. Essa parceria entre Anfir e Apex permitiu que eu viesse para Hannover, na Alemanha, para poder conhecer e analisar as tecnologias de outros produtores deste setor”, explicou Katia Sakaguti, diretora Comercial da Sansuy.
Segundo a executiva, a pressão nos custos de frete movimenta mais o mercado de lonas de qualidade inferior no Brasil. “Mesmo assim, a Sansuy é a marca mais lembrada de lona para caminhão no país por sete anos consecutivos”, comenta. “Confirmamos, na IAA Transportation, que estamos no caminho do uso de processos e materiais de alta qualidade, sobretudo se compararmos com os melhores produtos disponíveis na Europa. Importante, também, é prestar atenção nas tendências deste mercado, que possui estradas tão diferentes do nosso país e interpretar o que poderá ser útil ou não no futuro”, complementa Sakaguti.
De acordo com observação feita pela executiva, o mercado europeu é muito movimentado pelos semirreboques Sider. “Tem muito basculante com enlonamento mecanizado, que é uma ferramenta que já existe no Brasil. Mas, de diferente mesmo, até por questões normativas, são os refletivos de melhor qualidade e que fixam adequadamente nas lonas”, analisa Sakaguti.
Tecnologia para lonas
“O tecido 12×12 significa que ele é feito por 12 fios na longitudinal e 12 fios na transversal. Esses fios precisam ser resistentes para que a lona seja mais resistente e possa ser utilizada por mais tempo. O fio 6×6 oferece o dobro de resistência e convencer o mercado de que não é a maior quantidade de fios que determina a qualidade do produto é a maior dificuldade que enfrentamos, pois o que o cliente precisa é de maior resistência e durabilidade”, analisa a diretora.
A Sansuy é uma empresa verticalizada, que compra os fios e produz os tecidos. “Tal como uma alfaiataria, fazemos um trabalho de avaliação das necessidades dos clientes para recomentar o produto ideal para a aplicação desejada”, conta Sakaguti.
Para a executiva, a qualidade do produto brasileiro não deixa em nada a desejar frente às lonas europeias. “Uma prova disso é que surgiu o interesse do mercado local em importar os nossos produtos em diversas visitas que recebemos no estande Move Brasil. Possuímos capacidade para atender pedidos de acordo com as características regionais, comercializando bobinas de tecido. Portanto, não se trade de uma discussão de qualidade ou viabilidade de produto, mas de valores para identificar as oportunidades comerciais ideais”, finaliza.
- Entrevista conduzida em parceria com o jornalista Victor Fagarassi (Frota&Cia) para o Grupo Carbono Zero, um consórcio de jornalistas dedicado à cobertura da IAA Transportation.
