Em nota oficial, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) menciona preocupação com o reajuste das tarifas de pedágio. O governo do Estado de São Paulo anuncia que a partir de 1 de julho será aplicado um aumento de 8% sobre as tarifas em vigor nas rodovias estaduais.
Segundo a Associação, o reajuste é reflexo da cláusula do contrato de concessão em que o estado é obrigado a cumprir. “Porém, não será lícito ignorar a consequência evidente: vai onerar os custos dos transportes de cargas com reflexos no custo Brasil assim como terá reflexos nos custos de todos os bens que chegam ao consumidor final.”
Desse modo, todos os usuários serão atingidos pelo reajuste e isso refletirá no custo de transporte, inclusive no valor final ao consumidor. O mais preocupante para o setor de transporte rodoviário de cargas (TRC) é que o agravamento dos custos não para por aí.
A queda no faturamento
De acordo com a NTC&Logística, as concessionárias estão reivindicando ao governo reequilíbrio do contrato de concessão. Assim, a justificativa é a queda no faturamento decorrente da redução no fluxo de veículos em razão da pandemia.
“Não só a pandemia é utilizada pelas concessionárias como pretexto de pedidos de reequilíbrio do contrato. A Ecovias e o Governo do Estado divulgaram um acordo para aditar o contrato de concessão do sistema Anchieta – Imigrantes por mais dez anos, até 2034. As atuais tarifas de pedágio são mantidas – incluído o novo reajuste e também os futuros – é validada a prorrogação indevida do contrato feita em 2006 que é objeto de ação do governo anterior visando sua anulação. E o que é mais insólito traz a contratação de novas obras sem a devida licitação.”, declarou a associação em nota oficial.
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A NTC&Logística finalizou a nota oficial afirmando esperar ação do governo voltada ao interesse público. Além disso, “que os contratos sejam cumpridos no tempo neles previsto e que novas licitações sejam efetuadas assegurando a todos a prática de uma tarifa justa e condizente com a nova realidade econômica vivida no País.”
Fonte: Nota Oficial NTC&Logística
