Porto do Pecém, no litoral do Ceará, desenvolve modelo de inspeção de cargas remota em parceria com a Receita Federal (RF). Parte disso, foram recomendações do Estudo de Tempo de Liberação, aceitas pela inspetoria da RF e pela diretoria do Complexo do Pecém.
De acordo com a RF, vistorias aduaneiras remotas já são uma realidade no Porto de Santos desde 2015. Eles utilizam recursos de captação por câmeras de vídeo e comunicação por meio de smartphones. Mas isso tudo sem a possibilidade de a inspeção ser realizada de outros municípios ou estados.
Por isso, o grupo de trabalho criado para desenvolver esse modelo no porto cearense, visa criar um modelo que permita ampliar a capacidade de monitoramento. A ideia é que as imagens sejam disponibilizadas em ambiente online e possam ser acessadas de qualquer computador com acesso à internet. Ou seja, o modelo superaria o que hoje é realizado em Santos e que serviu como referência inicial.
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Além de toda a tecnologia envolvida no modelo de inspeção de cargas, foram necessários alguns reajustes no layout e na área de circulação no entorno dos armazéns. Isso, para otimizar o ângulo de visão das câmeras e viabilizar o posicionamento dos locais de vistoria.
Já nos primeiros testes os resultados foram satisfatórios, permitindo que os auditores realizassem a inspeção sem estarem fisicamente no Ceará. Logo, auditores lotados em outros estados, poderão realizar a inspeção normalmente.
Além disso, esse é um processo natural que foi provocado pela pandemia e a necessidade do trabalho remoto.
Fonte: Portos e Navios
