OPLA amplia Paulínia em 20 mil m³ e passa a operar gasolina

Novo tanque de 20 mil m³ em Paulínia inaugura movimentação de gasolina na OPLA e integra ferrovia com Rondonópolis para otimizar frete de retorno

Por Gustavo Queiroz

- julho 8, 2026

OPLA terminal em Paulínia

A OPLA, joint venture formada pela bp e pela Ultracargo, concluiu as obras de ampliação de seu terminal em Paulínia (SP), adicionando um novo tanque com capacidade para 20 mil m³ e elevando a capacidade estática total da unidade para aproximadamente 202 mil m³. A estrutura entra em operação inicialmente destinada ao armazenamento de etanol anidro, o que permitirá a realocação de outros reservatórios para a movimentação de gasolina, combustível que passa a integrar o portfólio logístico do terminal pela primeira vez. A comercialização da nova capacidade para gasolina será conduzida pela Ultracargo.

O projeto confere ao terminal de Paulínia flexibilidade operacional inédita para adequar a movimentação e armazenagem de produtos conforme a sazonalidade das safras e as oscilações da demanda logística do mercado de combustíveis.

O novo tanque é o primeiro da unidade a utilizar teto geodésico em liga de alumínio. A solução, segundo a companhia, amplia ligeiramente o volume útil de armazenamento devido ao formato cônico da estrutura e contribui para a redução de emissões fugitivas de vapores, alinhando-se a práticas de maior eficiência ambiental.

O equipamento conta ainda com sistema de sprinklers (chuveiros de combate a incêndios) distribuído por toda a extensão do teto, além de protocolos de segurança e controle de estoque projetados para garantir integridade e conformidade rigorosa dos produtos armazenados.

Conectado aos modais rodoviário, dutoviário e ferroviário, o terminal de Paulínia consolida-se como um hub logístico de alta performance. Com a entrada em operação do desvio ferroviário inaugurado em junho de 2025, a unidade passou a ter capacidade operacional para movimentar até 160 vagões por dia.

A infraestrutura permite receber grandes volumes via ferrovia, como carregamentos de etanol oriundos de Rondonópolis (MT), e realizar expedição rodoviária com previsibilidade mesmo nos períodos de pico da safra, oferecendo aos clientes agilidade para alternar estoques entre biocombustíveis e derivados de petróleo.

O terminal de Paulínia apoia a armazenagem e movimentação de diferentes produtos associados às operações da bp no país, incluindo etanol da bp bioenergy, combustível de aviação da Air bp e diesel S-10 relacionado à bpCE.

Os investimentos consolidam Paulínia como centro estratégico de interiorização, com capacidade para aliviar a pressão sobre o Porto de Santos ao converter gradualmente fluxos rodoviários para modais de maior capacidade. Embora o recebimento de cargas vindas do litoral ainda utilize as estradas, o terminal está posicionado para eventual integração futura com a Baixada Santista via ferrovias, conexão que pode contribuir para redução de custos sistêmicos e de emissões de carbono.

Um dos pilares da nova configuração logística é a operação integrada dos desvios ferroviários de Paulínia e Rondonópolis. Juntos, os ativos estruturam um corredor multimodal entre o Sudeste e o Centro-Oeste, permitindo o transporte ágil de etanol de milho do Mato Grosso para o interior paulista e, no sentido inverso, o envio de derivados de petróleo essenciais ao agronegócio. A configuração viabiliza a logística de “frete retorno”, otimizando a ocupação dos trens e reduzindo deslocamentos ociosos.

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