A Motiva investe cerca de R$ 50 milhões na expansão da frota de veículos elétricos e híbridos utilizada em suas concessões de rodovias e sistemas sobre trilhos. A empresa informa que o número de automóveis eletrificados passou de cinco, ao fim de 2024, para 85 em circulação. A meta é alcançar 125 unidades até dezembro de 2026.
O investimento contempla a compra de 126 veículos: 59 elétricos e 67 híbridos. A frota inclui carros de inspeção, guinchos leves e viaturas de resgate. Segundo a Motiva, 78 veículos eletrificados já estão em operação nas concessões rodoviárias, e outros 47 devem ser incorporados até o fim do ano.
Frota elétrica chega a rodovias e trilhos
Os veículos estão distribuídos em operações como Anhanguera-Bandeirantes, BR-163/MS, Rodovia Presidente Dutra, RodoAnel Oeste, Raposo-Castello Branco, BR-101 Sul/SC e rodovias administradas pela ViaSul. A Motiva AutoBAn opera sete veículos eletrificados e mantém uma base operacional com guincho, viatura de resgate, veículo de inspeção e estrutura de recarga no km 118 da Rodovia Anhanguera, em Nova Odessa (SP).
As concessões Motiva Paraná e Motiva Sorocabana também já utilizam veículos eletrificados. Na Motiva Minas_SP, que opera a Fernão Dias (BR-381), a previsão é chegar a 16 unidades em circulação em setembro de 2026.
A iniciativa foi ampliada para os sistemas metroferroviários. A Linha 4-Amarela, em São Paulo, recebeu três veículos leves para atividades operacionais. Em Salvador, o Metrô Bahia utiliza três ônibus elétricos no transporte entre a estação Aeroporto e o Aeroporto Internacional de Salvador. Em operação desde o início de 2025, os ônibus evitaram a emissão de 140 toneladas de CO2 equivalente, segundo a Motiva.
Emissões e próximos passos
A Motiva afirma que a redução da frota movida a combustíveis fósseis contribuiu para uma queda de 8% nas emissões de sua plataforma rodoviária em 2025, na comparação com 2024. A empresa estima que cada guincho leve elétrico possa evitar 3,6 toneladas de CO2 equivalente ao longo de quatro anos de operação.
Nos aeroportos, o BH Airport, em Confins (MG), investiu cerca de R$ 5 milhões na compra de dois ônibus elétricos. A expectativa é reduzir 42,1 toneladas de CO2 equivalente por ano. O Aeroporto de Goiânia também utiliza um ônibus elétrico no transporte de passageiros dentro do terminal.
De acordo com a companhia, as ações fazem parte das metas climáticas aprovadas pela Science Based Targets initiative (SBTi), que preveem reduzir até 2033 as emissões dos Escopos 1 e 2 em 59% e as do Escopo 3 em 27%. A Motiva também mantém o compromisso de neutralizar as emissões dos Escopos 1 e 2 até 2035.
Para atingir essas metas, a empresa informa que pretende ampliar a eletrificação da frota, utilizar combustíveis de baixo carbono nos veículos que não possam ser eletrificados e adotar sistemas de refrigeração mais eficientes em operações metroferroviárias. Ao fim de 2025, as emissões dos Escopos 1 e 2 haviam caído 61% em relação a 2019, segundo a Motiva.
