A Marcopolo participa da LAT.BUS 2026, que ocorre de 11 a 13 de agosto no São Paulo Expo, como a maior expositora do evento. A empresa ocupa uma área total superior a 5.000 m², dividida entre um estande principal de 3.000 m², um espaço na marquise com cinco vagas (225 m²) e um pátio de mais de 1.800 m² para a exposição de veículos rodoviários disponíveis para pronta-entrega. O portfólio apresentado inclui 33 veículos entre ônibus rodoviários, urbanos e micro-ônibus, com diferentes tecnologias de propulsão: modelos elétricos, híbridos, movidos a gás natural e biometano, além de soluções a diesel alinhadas aos padrões Euro 6.
Entre os destaques do estande está o ônibus elétrico Attivi Integral, modelo com chassi e carroceria próprios desenvolvido integralmente pela engenharia brasileira. O veículo tem capacidade para até 80 passageiros, comprimento máximo de 13 metros e largura de 2,55 m. O chassi é do tipo piso baixo, com capacidade total de 20,6 mil kg. O motor de tração central, fornecido pela WEG, tem potência máxima de 385 kW e torque de 2.800 Nm. A autonomia declarada é de até 250 km, com tempo de recarga de até quatro horas utilizando o padrão de plug CCS 2. O sistema de freios combina discos na dianteira e tambor na traseira com ABS, e a suspensão é pneumática.
Luciano Resner, diretor de Engenharia da Marcopolo, detalhou as evoluções implementadas no Attivi Integral a partir da operação em Porto Alegre, São Paulo e no aeroporto de Belo Horizonte, com novas prospecções para Recife, Salvador e Vitória. A versão atual, descrita como mais barata para determinados mercados, teve redução de 100 mm na altura do veículo, facilitando a circulação em vias com arborização. O interior foi totalmente reformulado.
Sobre a eficiência energética, Resner apontou três frentes principais de otimização. O primeiro ponto é o aumento da regeneração de energia: “a gente conseguiu subir de 20% de regeneração para mais de 35%”, o que reduz o consumo das baterias. O segundo é a calibração do motor elétrico em parceria com a WEG, que otimizou torque e performance sem elevar o consumo. O terceiro é o gerenciamento do ar-condicionado, com ajustes na temperatura e no acionamento do compressor para diminuir o gasto energético. Essas três áreas foram identificadas como os principais consumidores de energia elétrica no veículo.
