Existe uma profissão no Brasil que tem, atualmente, cem mil vagas abertas. E o salário pode chegar a R$ 3 mil, segundo os empregadores. Mas faltam motoristas de caminhão no mercado. Pouca gente se interessa por um trabalho conhecido pelas jornadas longas e por perigos. E o esforço das empresas é para acabar com essa imagem.
Para atrair os motoristas, os patrões alegam que investiram em segurança contra o roubo de carga. Os caminhões mais modernos exigem menos esforço. Tem também a lei que determina limite de horas para rodar.
O Serviço Nacional do Transporte pretende formar 50 mil novos motoristas em todo o país. “Além de contribuir com a questão do primeiro emprego, é também atrair novos profissionais para o setor do transporte”, afirma a diretora do Sest-Senat, Joabete Xavier de Sousa. Em Goiás, as empresas estão formando caminhoneiros por conta própria. Na sala de aula de uma transportadora de combustível, um equipamento, que lembra a frente de um caminhão, é um simulador usado para treinar os motoristas e candidatos que chegam sem nenhuma experiência.
“Salário não é problema. Salário de motorista é um bom salário. Tem motorista que chega a ganhar R$ 3 mil por mês”, conta um homem. O motorista Edmar Dionízio da Silva, que hoje dirige uma ambulância, está se preparando para voltar a ser caminhoneiro. “O ganho vai ser um pouquinho mais e vou estar fazendo o que eu gosto e o que eu quero”, diz.
Em outra transportadora, vale contratar até mulher de caminhoneiro. Cida viaja com o marido, mas cada um na sua carreta. “Onde eu carrego, meu esposo carrega. Onde ele carrega, eu carrego. Onde ele descarrega, eu descarrego. E nisso nós dois estamos aí junto sempre”, conta.
FONTE: SETCESP
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