Seja qual for a empresa que transporte mercadorias, a gestão de fretes é peça fundamental da engrenagem da operação, mais do que uma simples linha na planilha de custos. Se mal gerenciada, desencadeia uma grande perda na rentabilidade. “Quando mal administrado, o frete consome margens em itens como pedágio, desvios de rota, retornos vazios e reentregas”. Afirma Adriano Guardiano, Diretor Comercial da Mobiis.
A chave para dominar essa complexidade está em migrar de uma gestão reativa para uma operação estratégica, baseada em dados e apoiada por tecnologia. “A gestão de frete deixa de ser um centro de custo imprevisível e se torna uma alavanca estratégica para o negócio”, defende Adriano.
Entendendo os Riscos

A gestão de fretes apoia os embarcadores a estruturar suas contratações com base em uma análise técnica e em dados históricos. “Dessa forma, a tarifa não é definida apenas pela negociação, mas por uma análise real da operação”, explica o especialista da Mobiis. Isso traz segurança para ambas as partes: quem contrata paga um preço justo pelo risco real, e quem transporta não é penalizado por tarifas irreais.
Outro ponto fundamental é a telemetria. A conectividade elevou a gestão de frotas a um novo patamar. Essas informações, quando integradas a uma plataforma, geram alertas automáticos, relatórios de desempenho e análises preditivas.
Toda essa organização e preparação é fundamental em momentos de baixa demanda e forte pressão sobre o valor do frete. A rentabilidade não vem de cortes radicais, mas da otimização máxima da operação. De acordo com Adriano, a solução passa por consolidação de rotas, agrupando cargas para reduzir quilômetros rodados e evitar que caminhões voltem vazios. Além da eliminação de custos ocultos, identificando e cortando gastos com reentregas e rotas ineficientes; e o uso inteligente da capacidade, aumentando a densidade das cargas em cada viagem para maximizar o aproveitamento da capacidade disponível.
Leilões de Frete (BID) são estratégicos
O leilão de fretes (BID) é uma ferramenta poderosa, mas não deve ser uma disputa cega pelo menor preço. A estratégia ideal envolve estruturar o leilão com regras claras, critérios de performance histórica das transportadoras e uma divisão equilibrada de volumes. Assim, se garante um custo adequado para a realidade operacional. Gerando previsibilidade e não comprometendo a qualidade e segurança.
Como se calcula o preço do frete?
O cálculo do frete para transportadoras é feito sob três principais métodos. O primeiro, chamado de Custo-Plus, faz a conta pelo custo da operação somado à margem. O segundo, com o nome de Mercado Spot, leva em conta a lei da oferta e demanda no momento. Por último, o Valor Percebido, quando são considerados fatores subjetivos como urgência, complexidade da entrega e risco associado à operação.
“A tecnologia apoia todos esses modelos ao oferecer dados reais de rotas, custos detalhados e adicionais aplicáveis. Essa transparência garante que o cálculo seja justo e baseado em informações concretas, e não em achismos.” Finaliza Adriano.
Em um mercado cada vez mais competitivo, dominar a gestão de fretes por meio da tecnologia não é um luxo, mas uma condição essencial para a sobrevivência e o crescimento dos negócios.

