Em 2011, o consumo de etanol hidratado atingiu 10,718 bilhões de litros, queda de 28,9% em relação a 2010 – 15,074 bilhões de litros
Os motoristas de carros flex devem continuar este ano sem a opção do álcool mais barato na hora de abastecer. Os preços do combustível na bomba devem continuar no mesmo patamar de 2011, com pouca competitividade em relação à gasolina. A afirmação foi feita por Allan Kardec Duailibe, diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP). No entanto, ele acredita que a safra de etanol este ano, apesar de pequena, já deve apresentar recuperação.
Em 2011, o consumo de etanol hidratado atingiu 10,718 bilhões de litros, queda de 28,9% em relação a 2010 – 15,074 bilhões de litros. As vendas de etanol anidro, adicionado à gasolina pura para preparação da gasolina C, disponível nos postos de abastecimento, atingiram 8,383 bilhões de litros em 2011, com crescimento de 18,3% em relação ao ano anterior.
Somando-se o etanol anidro ao hidratado, houve redução de 13,8% do consumo em 2011 frente a 2010, de 22,162 bilhões de litros 19,101 bilhões de litros.
“Essa queda de oferta foi extraordinária, mas este ano certamente vai subir”, disse Duailibe, durante o Seminário de Avaliação do Mercado de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis, da ANP. De acordo com Duailibe, a Rússia prevê produzir mais açúcar neste ano, em função das boas perspectivas para a safra de beterraba.
“Provavelmente vamos ter uma maior oferta de açúcar e, portanto, talvez uma pressão menor no etanol”, disse o diretor da ANP. Outro ponto favorável, segundo ele, é a expectativa do governo de crescimento de 10% a 20% da safra de cana para este ano.
Valor Econômico
