Ainda que a grande maioria dos motoristas saiba da importância do fazer o alinhamento de pneus e rodas, tal prática ainda é bastante menosprezada nos dias atuais. E não apenas por condutores amadores, mas também por inúmeros profissionais. Incluindo as empresas dedicadas ao transporte comercial, que utilizam largamente os pneus em suas frotas, sejam de caminhões ou implementos rodoviários.
Por isso, é sempre oportuno lembrar que o desalinhamento causa desgaste irregular dos pneus, aumento no consumo de combustível e até mesmo riscos de acidentes devido à instabilidade do veículo. Em tempos de alta nos custos operacionais, garantir que eixos e rodas estejam perfeitamente ajustados não é apenas uma questão de manutenção, mas um dos fatores cruciais da gestão de frotas.

Um dos sinais mais comuns de desalinhamento é o desgaste irregular no ombro do pneu, causado por um camber fora da especificação. Outro indicativo é o surgimento de “escamas” na banda de rodagem, que podem ser sentidas ao passar a mão. “Isso geralmente indica problemas de convergência ou divergência das rodas“, explica Marcelo Lima (foto) instrutor Técnico Especialista em Linha Pesada da DPaschoal.
Falta de calibração
O especialista destaca que o alinhamento correto colabora para o aumento da vida útil dos pneus, para a redução dos gastos e a melhoria da performance do produto. Tudo começa, segundo ele, com a utilização de equipamentos adequados para essa finalidade. “É fundamental ter um sistema de leitura das medidas dos ângulos dos pneus, como camber e caster. Também é necessário um dispositivo para ajuste do camber nos eixos, sejam eles direcionais ou não”, ressalta. “Um erro comum nas oficinas é a falta de calibração regular dos equipamentos. Muitas vezes, o aparelho cai no chão e não passa por uma verificação imediata, o que compromete a precisão das medições“, complementa.
Um veículo desalinhado, segundo Lima, não só aumenta os custos com manutenção, mas também coloca a segurança em risco. “Imagine um caminhão com a carreta desalinhada. Isso força o eixo dianteiro, fazendo com que o motorista precise corrigir constantemente a direção. Essa situação gera instabilidade e aumenta o risco de acidentes“.
Nas contas do instrutor, a periodicidade ideal para verificar o alinhamento é a cada 10 mil quilômetros. “Além de ajustar os ângulos das rodas, essa inspeção permite identificar folgas na suspensão e outros problemas mecânicos“, observa Marcelo.
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