A balança comercial de autopeças registrou déficit de US$ 1,09 bilhão no primeiro trimestre de 2016. O valor é 38,3% menor que o registrado no mesmo período do ano passado. As exportações recuaram 18,4% e as importações, outros 28,1%. Os embarques somaram US$ 1,52 bilhão e as compras do exterior chegaram a US$ 2,61 bilhões.
Os números foram divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) a partir de informações fornecidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
Os Estados Unidos mantiveram o primeiro lugar como maior exportador ao Brasil, posição tomada da Alemanha em fevereiro. Dos EUA vieram US$ 334 milhões em componentes de janeiro a março. Da Alemanha foram adquiridos US$ 294 milhões no período. A China se manteve na terceira posição, com US$ 261,1 milhões em autopeças vendidas ao Brasil. Por causa da retração no mercado interno, os 12 maiores fornecedores registraram queda neste primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.
No caminho contrário permanece a dependência da Argentina, principal destino das autopeças brasileiras, para onde foram enviados US$ 445,3 milhões em componentes. Em comparação com o primeiro trimestre de 2015 as exportações para o país vizinho caíram 32,5%. O segundo maior destino são os Estados Unidos, para onde foram enviados US$ 262,6 milhões em autopeças. O valor é 9,9% menor que o anotado no primeiro trimestre do ano passado.
Fonte: Automotive Business
