
Previsões da montadora apontam queda de 5% da receita para 2012

Previsões da montadora apontam queda de 5% da receita para 2012
A fabricante de caminhões alemã MAN reportou ontem desempenho recorde no ano passado, mas trouxe junto com as demonstrações financeiras previsões que apontam para uma queda de 5% da receita no negócio de veículos comerciais em 2012.
A expectativa reflete a contração de 15% prevista para o mercado brasileiro de caminhões, onde a MAN – que atua no país com a marca Volkswagen, sua controladora na Europa – teve a liderança de vendas no ano passado.
A empresa espera um forte arrefecimento durante o primeiro semestre, na esteira dos aumentos de preços decorrentes da adoção neste ano da nova norma de emissão de poluentes – conhecida como Euro 5 -, que exigiu mudanças no motor de caminhões e ônibus.
Somando-se a isso a estagnação no mercado europeu, a MAN prevê queda tanto de receita quanto de resultado operacional do grupo em 2012.
A montadora confirma para o segundo trimestre a estreia da marca MAN no Brasil, com a chegada do modelo extrapesado TGX. Foi necessário realizar algumas adaptações da fábrica de Resende (RJ) – como o remanejamento de fornecedores – para abrir espaço à nova linha.
No relatório que acompanha o balanço, a MAN diz que 2011 foi o melhor ano para sua operação na América Latina. Com vendas de 72,1 mil veículos, entre caminhões e ônibus, os volumes na região tiveram crescimento de 10%, enquanto a receita avançou 14%, para € 3,6 bilhões (21,6% do montante global), e a produção alcançou a marca recorde de 83 mil unidades.
Em todo o mundo, a MAN vendeu 155,52 mil veículos, 23% a mais do que em 2010. Já a receita global registrou a marca histórica de € 16,47 bilhões, marcando crescimento de 12% sobre os € 14,67 bilhões de um ano antes.
Apesar disso, fatores não recorrentes derrubaram o lucro da empresa para € 247 milhões, bem abaixo dos ganhos de € 722 milhões do exercício anterior.
Segundo a montadora, o resultado na última linha do balanço foi prejudicado, principalmente, por perdas extraordinárias de € 434 milhões assumidas para resolver uma disputa com a IPIC – uma empresa de investimento do governo de Abu Dhabi – envolvendo a venda do grupo de serviços industriais Ferrostaal.
Valor Econômico
