Biostation lança sistema de biometria palmar para a mobilidade urbana

Tecnologia será alternativa segura e eficiente aos cartões por aproximação e à biometria facial

Por Gustavo Queiroz

- agosto 6, 2026

Sistema de biometria palmar da Biostation

A Biostation, spinoff de segurança digital do grupo DINAMO Cyber Security Company, apresentou a sua tecnologia de autenticação por vascularização palmar voltada ao setor de mobilidade urbana. A tecnologia propõe a substituição dos cartões inteligentes por aproximação, cuja operação, embora tenha solucionado gargalos históricos de validação, apresenta limitações estruturais como a impossibilidade de identificação do perfil individual do passageiro, a vulnerabilidade a repasses indevidos de benefícios tarifários e a ociosidade operacional gerada pelo travamento do fluxo nas catracas.

No novo modelo, a palma da mão funciona como chave de acesso à conta digital do usuário, permitindo que tarifas diferenciadas, descontos por frequência e integrações modais entre ônibus e metrô sejam calculados e debitados em tempo real, eliminando a dependência da recarga física.

A mobilidade metroviária irá superar o anonimato operacional. Quando migramos do cartão físico para a biometria palmar, eliminamos a falta de visibilidade sobre os perfis de usuários e estancamos as fraudes em gratuidades sem gerar constrangimentos no acesso. Mais do que apenas liberar catracas, estamos transformando o ponto de validação em um ecossistema de Mobilidade como Serviço (MaaS), permitindo um planejamento de rede inteligente, eficiente e totalmente orientado pelas necessidades reais de cada região“, explica Leonardo Araújo de Assis, CEO da Biostation.

Do ponto de vista técnico, o sistema emprega sensores de infravermelho para mapear a arquitetura vascular subcutânea da palma, gerando um padrão biométrico único e não replicável por meio de captura visual convencional. O processo de validação opera em regime touchless, com distância de leitura de até 10 centímetros, o que assegura ganhos em higiene e velocidade de processamento.

Em comparação ao reconhecimento facial, a leitura do padrão intravascular apresenta vantagens operacionais significativas no ambiente metroviário, pois não sofre interferência de acessórios como máscaras ou óculos escuros, nem é afetada por variações de iluminação nas estações, fatores estes que frequentemente comprometem a acurácia dos sistemas ópticos faciais.

No que tange à conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a biometria palmar opera estritamente sob o princípio do consentimento ativo, condicionando o cadastro à adesão voluntária do passageiro em troca da facilidade de acesso.

Quanto à camada de segurança da informação, a arquitetura desenvolvida pela Biostation não armazena fotografias ou imagens brutas dos usuários, restringindo-se ao registro criptografado das minúcias biométricas do padrão vascular. Esses dados são alocados em cofres digitais ou módulos de segurança de hardware (Hardware Security Module – HSM), utilizando a mesma infraestrutura criptográfica que sustenta as operações de alta criticidade no sistema financeiro nacional, incluindo o Pix e o Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB).

Diferente das câmeras de vigilância passiva no rosto, a biometria palmar não armazena fotos nem imagens brutas do cidadão. O padrão vascular, permite que as minucias biométricas dos passageiros sejam criptografadas e armazenadas dentro de cofres digitais ou hardware de alta segurança (Hardware Security Module – HSM). Mesma arquitetura criptográfica que sustenta as operações de maior criticidade do país, como o Pix e Sistema de Pagamento Brasileiro (SPB), garantindo que a identidade biológica do passageiro esteja totalmente blindada“, finaliza Araújo.

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