A 13 dias do término da redução do (IPI) Imposto sobre Produtos Industrializados para automóveis, o vice-presidente da Anfavea (associação de montadoras), Luiz Moan, disse nesta sexta-feira que não conta com a prorrogação do benefício.
“Temos ainda mais 13 dias de vendas e isso é que vamos trabalhar. Estou me fiando na palavra do ministro (da Fazenda, Guido Mantega) de que não vai haver prorrogação”, comentou Moan, que também é diretor de relações institucionais da General Motors.
Ele reuniu-se nesta sexta-feira com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, para nova rodada de conversas sobre o regime automotivo. Novas reuniões sobre esse tema deverão ocorrer nos próximos dias.
Questionado sobre se a Anfavea pedirá a prorrogação da redução do IPI, Moan respondeu que isso não está na programação da entidade, repetindo comentário do presidente da entidade, Cledorvino Belini, feito no início do mês. “Até o momento não pensamos.”
Na manhã desta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo continuará fazendo desonerações para estimular a economia. Segundo ele, “ainda” não está sendo avaliada uma extensão da redução das alíquotas. O ministro afirmou ainda que as regras do novo acordo automotivo que valerá entre 2013 e 2017 deverão ser concluído nos próximos dias.
Uma eventual prorrogação da redução do IPI não seria uma novidade. Em várias ocasiões desde 2009 o governo acabou optando renovar o benefício nos momentos finais de validade do desconto. A indústria automotiva responde por cerca de 20% do PIB industrial brasileiro.
Segundo as montadoras, a concessão do desconto no final de maio, ajudou a recuperar as vendas de veículos, que bateram recorde para o mês de julho e incentivaram a Anfavea a manter sua previsão de alta nos licenciamentos em 2012 de entre 4% a 5%.
Folha.com
