O sol bate forte sobre o asfalto da Rodovia dos Bandeirantes, mas dentro do galpão imenso em Itupeva, no interior de São Paulo, o clima é de movimento preciso, quase coreografado. Empilhadeiras elétricas deslizam silenciosas entre corredores que se perdem no alto, sob um teto de 12 metros. Cada uma carrega partes de histórias por meio de peças que mantêm caminhões e ônibus em movimento, do sertão nordestino aos Andes, do Porto de Santos para mais de 50 países.
Este é a nova Central de Distribuição e Logística de Peças da Mercedes-Benz do Brasil, um labirinto organizado de aço, concreto e tecnologia, onde 45 mil itens diferentes esperam para seguir viagem. São nove milhões de peças em estoque, 1,5 milhão despachadas por mês, oito mil pedidos atendidos por dia. Um ritmo que não para, como o pulsar de uma cidade.
A localização não foi por acaso. O galpão do condomínio logístico da HGLG, próximo à Rodovia dos Bandeirantes, fica em Itupeva – logo atrás do Outlet Premium – a cerca de 30 km de Campinas, 71 km da capital paulista, 26 km do Aeroporto de Viracopos e a um passo das principais rodovias que cortam o país. Dali, uma peça pode chegar a um cliente em até 24 horas, se for emergência. Se o destino for o exterior, embarca em containers que seguem por mar, estrada ou ar.
Matthias Kaeding, vice-presidente de Compras e Logística da Mercedes-Benz na América Latina, caminha entre os corredores e aponta para as estruturas que dividem o espaço, incluindo mezaninos para peças pequenas, prateleiras verticais para as médias, blocos no chão para as grandes e pesadas. “Aqui, temos desde componentes para os caminhões mais modernos até peças para modelos que já não rolam mais nas linhas de produção, como o Axor Euro 5 ou o Atron. Ninguém fica para trás “, explica.

Nada neste ambiente é estático. Empilhadeiras movidas a baterias de lítio sobem e descem como guindastes, guiadas por um sistema digital que sabe exatamente onde cada peça deve estar. O WMS (Warehouse Management System) comanda a coreografia, rastreando cada movimento desde o recebimento até a expedição.
Em um canto, docas com nivelamento eletrohidráulico se ajustam automaticamente à altura dos caminhões. Em outro, uma esteira transporta caixas que logo serão seladas e despachadas. No meio disso tudo, operários conferem códigos de barras, enquanto um monitor de TV em circuito fechado vigia cada canto dos 60 mil m² de área útil.
A luz que entra pelas aberturas zenitais no teto reduz a necessidade de lâmpadas. A água da chuva é retida e tratada. As telhas sem emendas evitam vazamentos, e o feltro de lã de vidro mantém o ambiente termicamente estável. Até as empilhadeiras são silenciosas, sem fumaça, desenhadas para não poluir o ar interno.
Esses cuidados renderam ao galpão duas certificações importantes, como o LEED, selo internacional de construções sustentáveis, e a Classe AAA, que atesta a excelência em infraestrutura. “Não basta ser rápido e eficiente. Temos que ser responsáveis“, diz Kaeding.
Para o caminhoneiro que espera uma peça urgente em Cuiabá, ou para o dono de uma frota em Recife, o que importa é saber que seu veículo não vai ficar parado. A Mercedes-Benz garante entregas em até 24 horas para emergências, 72 horas para reposição de estoque expresso e sete dias para pedidos comuns.
E não são apenas peças novas. A linha RENOV, de componentes remanufaturados, assim como a Alliance Truck Parts, mais acessível, e o Óleo Genuíno, desenvolvido exclusivamente para os motores da marca, também são movimentados no ambiente.

