Geotab projeta três tendências para a gestão de frotas de carga em 2026

Por Victor Fagarassi

- janeiro 15, 2026

Geotab gestão de frotas

A Geotab, empresa de tecnologia para gestão de frotas, aponta que o setor de transporte rodoviário de cargas operará em um ambiente de alta complexidade em 2026, com custos elevados, maior demanda e pressão por eficiência. A transformação de dados em previsibilidade, a adoção de inteligência artificial (IA) e a tomada de decisão estratégica serão elementos fundamentais para a competitividade.

Geotab gestão de frotas - Neil Para Neil Cawse, CEO da Geotab, a diferenciação estará na forma como as empresas usam dados e IA. “Tratar a IA como um parceiro operacional, com base em dados confiáveis, separará os líderes de mercado”, afirma. A transição energética também se consolida como um movimento relevante, embora gradual, exigindo escolhas criteriosas sobre o custo total dos ativos.

Projeções da Geotab para 2026

IA integrada ao planejamento e análise operacional

A inteligência artificial deixará de ser aplicada de forma isolada e será incorporada às rotinas diárias de planejamento e operação. Segundo estudo da Deloitte, 43% das organizações públicas analisadas já utilizam IA no planejamento de sistemas de transporte. Com o aumento na escala e confiabilidade dos dados de telemetria, a IA apoiará decisões sobre manutenção, segurança e uso dos veículos.

Transição energética e frotas tecnologicamente diversas

A mudança para veículos de baixa emissão resultará em frotas mistas, com veículos elétricos, híbridos e a combustão operando simultaneamente. Dados da Deloitte mostram que as vendas globais de veículos elétricos cresceram 25% em 2024, totalizando 17,1 milhões de unidades. As empresas precisarão de análises detalhadas sobre custo total, rotas e adequação de cada ativo.

Dados em tempo real como base para decisões

A integração da IA aumentará a necessidade de dados confiáveis e contínuos. Informações em tempo real, geradas por telemetria e videotelemetria, passarão a sustentar decisões operacionais de forma recorrente. O diferencial competitivo estará menos na adoção pontual de tecnologia e mais na capacidade de transformar grandes volumes de dados em ações práticas.

No contexto brasileiro, Eduardo Canicoba, vice-presidente da Geotab no país, destaca que o desafio está em extrair valor consistente das tecnologias.

“A combinação de telemetria, videotelemetria e IA permite maior previsibilidade, redução de riscos e ganhos reais de eficiência”, afirma.

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