Mercedes-Benz renova linha completa e mostra novo eO500U

Por José Augusto Ferraz

- agosto 10, 2022

A Mercedes-Benz apresentou várias novidades em seu estande na LatBus 2022, feira latinoamericana de transporte que acontece no Expo São Paulo, de 9 a11 de agosto. A começar pelo novo portfólio de chassis de ônibus com motores Proconve P8 (Euro VI), que passarão a ser exigidos a partir de 2023. Todos são equipados com a tecnologia BlueTec 6, exclusiva da empresa, que utiliza três módulos para permitir o pós-tratamento de emissões de poluentes.

A empresa também aproveitou a feira para a primeira apresentação ao público do chassi eO500U, que marca a entrada da Mercedes-Benz na era da eletromobilidade no segmento de ônibus. Outra novidade foi o novo sistema de telemetria e conectividade para gestão de frota batizado de FleetBus, além de novas tecnologias de segurança para ônibus rodoviários.

“Essa nova edição de LatBus marca a transformação tecnológica de 100% da linha de ônibus da Mercedes-Benz, tanto para o padrão Euro VI que reduz em até 80% os gases de NOx quanto para a eletromobilidade”, assegura Walter Barbosa, diretor de Vendas e Marketing Ônibus da empresa.

Ônibus Euro VI

A linha de chassis de ônibus P8 apresentada na feira compreende o modelo LO 916 para microônibus, as versões OF 1721 e OF 1726 L e os novos O 500 M 1928, O 500 UA 2938 (articulado) e O 500 RSD 2445 para aplicações rodoviárias. Todos foram desenvolvidos para a realidade brasileira e testados amplamente em bancadas e, ainda, no Campo de Provas da empresa, em Iracemapólis (SP).

Além de contarem com a tecnologia BlueTec 6, os novos chassis são equipados com um novo On Board Diagnostics (OBD), que detecta falhas e alerta o motorista, armazena códigos de falhas e restringe o desempenho do motor. A linha 2023 de chassis Mercedes-Benz incorpora ainda outras melhorias de série ou opcionais. Como as novas transmissões manual, automatizada e automática; novo painel de instrumentos; sistema de desligamento automático do motor, volante multifuncional e o ECO Drive, que ajuda o motorista a dirigir de forma mais econômicas, assistente de ponto cego, entre outras. Por fim, vale lembrar que os motores Euro VI estão aptos para uso do Biodiesel até 15%, com Diesel S10, como para outros biocombustíveis alternativos, como o HVO com 100%, segundo o fabricante.

Ônibus elétrico

Já o chassi eO500U, primeiro da marca com tração elétrica fabricado no Brasil, oferece a maior capacidade de armazenamento do mercado, até 588 kW/h, graças aos dois pacotes de bateria na traseira e até quatro no teto do ônibus, que podem proporcionar uma autonomia em torno de 250 Km. O veículo também conta com o maior PBT (Peso Bruto Total) da ordem de 21.200 Kg e capacidade para levar até 83 passageiros na configuração padron, destaca o fabricante.  Outra novidade é o ar-condicionado integrado ao sistema de gestão de energia, que garante o máximo de eficiência. Baseado na consagrada linha O500 da Mercedes-Benz, o eO500U conta com piso baixo e pode receber carrocerias de até 13,2m de comprimento.

Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil comenta que modelo já tem 100 encomendas programadas para entrega entre o final de 2022 e início de 2023. “Esse é um lançamento muito especial para todos nós. É bom saber que nosso time brasileiro faz parte do plano da Daimler Buses de oferecer veículos neutros em CO2 movidos a baterias e hidrogênio em todos os segmentos até 2030”.

FleetBus

Por fim, a Mercedes-Benz também mostrou na LatBus o novo serviço FleetBus, um sistema de telemetria e conectividade para auxiliar na gestão da frota das empresas de ônibus. Entre as principais funcionalidades do FleetBus vale destacar o diagnóstico de falhas, eventos geolocalizados e sistema de diagnose em tempo real com análise do comportamento do veículo e do modo de condução. A precisão das avaliações gerando mais confiança e resultados concretos para os clientes.

“Além de assegurar maior disponibilidade da frota, o uso do FleetBus assegura economia no consumo energético, seja o diesel ou a eletricidade, bem como redução de custos operacionais e do TCO, que é o custo operacional total ao longo da vida útil do ônibus”, comenta Walter Barbosa.

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