Ônibus elétricos são destaques em evento sobre transportes não poluentes

Por Freelers

- maio 5, 2016

Os veículos elétricos são apontados como uma das soluções para as cidades em todo mundo precisam reduzir os níveis de poluição e melhorar a mobilidade. No entanto, ainda há dúvidas sobre a viabilidade destes tipos de veículos para realidades de diferentes locais do mundo, em especial em países como o Brasil, onde os incentivos são baixos e existem ainda questões a serem respondidas sobre aspectos econômicos e operacionais.

De acordo com o presidente da AEAAssociação Brasileira de Engenharia Automotiva, Edson Orikassa, existem ainda problemas em relação ao ganho de escala para que as alternativas ao petróleo atendam às expectativas do mercado e se tornem plenamente possíveis e deixem de ser apenas projetos. No entanto, ele disse que o pior problema é a falta de informação adequada e até um certo preconceito por parte de operadores e gestores sobre as inovações tecnológicas.

“No Brasil, existe uma barreira psicológica sobre as novas tecnologias que contribuem com a mobilidade, sendo necessário por parte da nossa entidade difundir e atualizar a indústria com essas novas opções de fontes energéticas. Existe ainda a real necessidade de adequar os regulamentos e laboratórios para que a implementação em larga escala de tecnologias alternativas possa atender aos requisitos mínimos de performance, eficiência energética e controle de emissões”, disse.

As declarações foram feitas durante a cerimônia de abertura da 2ª edição do Seminário de Propulsões Alternativas, realizada no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. O evento reuniu representantes da indústria, especialistas e membros do poder público para discutir a viabilidade técnica e políticas para incentivar o desenvolvimento e ampliação de frotas limpas, sejam de ônibus ou de veículos de passeio. Ônibus elétricos testados ou já operados comercialmente no Brasil ganharam destaques nas discussões.

Em nota, a AEA detalha a apresentação dos trólebus, ônibus à bateria e do Dual Bus, um ônibus que reúne as tecnologias híbrida e trólebus. “O trólebus utiliza de rede elétrica da cidade, enquanto o híbrido absorve energia que vem do grupo gerador, além de um banco de baterias carregadas. Já o elétrico puro traz consumo de 50.562,5 kW/h e tempo médio de recarga de 14,7 min” disse Nascimento.

Já o presidente da EMTUEmpresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Joaquim Lopes, falou sobre o projeto de ônibus a hidrogênio que hoje possui quatro veículos no Corredor ABD. “A hibridização combina o sistema de célula a combustível com baterias de tração, com gerenciamento de energia, permitindo redução do consumo de hidrogênio, operação eficiente, maior durabilidade e confiabilidade do sistema”, afirmou Lopes.

Fonte: Blog Ponto de Ônibus

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