No maior contingente de operários afastados em uma montadora desde o início da crise na indústria automobilística, a Volkswagen vai suspender temporariamente os contratos de 2,357 trabalhadores em sua fábrica no ABC paulista a partir de segunda-feira (06), quando o terceiro turno do parque industrial será desativado.
Segundo o sindicato dos metalúrgicos da região, esse grupo se soma a outros 220 operários que já estão já um mês afastados das linhas de produção, elevando assim para 2,577 o total de empregados suspensos, ou quase 20% dos aproximadamente 13 mil funcionários da fábrica.
A Volkswagen não comenta a informação. Na quarta-feira, porém, o novo presidente da montadora no país, David Powels, já havia anunciado o fim do terceiro turno. Também adiantou na ocasião que a companhia vinha avaliando alternativas para evitar demissões.
Pela solução acertada, conhecida como “layoff”, os empregados com contratos suspensos têm parte do salário (R$ 1,3 mil) financiada pelo caixa do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) por, no máximo, cinco meses. As montadoras vêm recorrendo com freqüência a esse expediente, mas dizem que a solução é insuficiente para enfrentar crises longas como a atual. Por isso, o setor cobra celeridade do governo no lançamento do novo programa de proteção ao emprego em fase final de gestação em Brasília.
MAN, Volvo e Mercedes-Benz
A partir de segunda-feira, a montadora de caminhões e chassis de ônibus MAN também vai colocar cerca de 600 operários em “layoff” no complexo industrial em Resende, no sul do Rio de Janeiro – dado o fim do segundo turno de produção.
Além disso, a Volvo, instalada em Curitiba (PR), vai suspender entre 400 e 600 metalúrgicos a partir de hoje (01), quando 75 trabalhadores da Mercedes-Benz também serão afastados da produção na fábrica da marca alemã em Juiz de Fora (MG).
Fonte: Valor Econômico