As 18 marcas associadas à Abeifa, entidade que representa empresas importadoras e fabricantes de veículos automotores, registraram queda expressiva nas vendas de importados entre janeiro e maio deste ano. Com retração de 44,5% ante o mesmo período de 2015, nos cinco primeiros meses de 2016 foram emplacados 15.412 unidades – ano passado, esse número chegava a 27.772 veículos.
Em maio os importadores filiados à entidade venderam 2.696 veículos, o que equivale a retração de 5,6% em relação a abril; na comparação com o mesmo mês de 2015 o desempenho negativo é de 44,2% (2.696 contra 4.828 veículos).
“Reconhecemos que o mercado interno de veículos está temporariamente em baixa, mas no caso dos veículos importados mais em razão do fato de que é impossível vender carros fora da cota estabelecida sem (a sobretaxação de) 30 pontos porcentuais a mais no IPI, aliado ao dólar na casa de R$ 3,60”, esclarece em nota José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, que divulgou o desempenho dos associados na segunda-feira, 6.
Segundo o diretor da entidade, “o setor de importados não pode esperar até dezembro de 2017 o fim dos 30 pontos do IPI” – quando se encerra o programa Inovar-Auto, que desde 2012 estabeleceu a sobretaxação de IPI aos veículos importados de fora dos países do Mercosul e México.
Para convencer o governo, a Abeifa vem procurando mostrar que a sobretaxação trouxe demissões e perda de arrecadação para o Fisco. Segundo a entidade, em 2011, ano em que foi instituída a cobrança dos 30 pontos porcentuais no IPI que vigorou a partir de 2012, as associadas da Abeifa (então chamada de Abeiva) venderam 199 mil veículos no Brasil, com rede de 848 concessionárias autorizadas, 35 mil empregos e recolhimento de impostos da ordem de R$ 6,5 bilhões. Hoje as 18 afiliadas da associação têm 450 concessionárias (incluindo as que têm fábricas no País), que geram 13,5 mil empregos (incluindo as plantas de produção) e preveem o recolhimento de tributos na casa de R$ 2,1 bilhões.
Fonte: Automotive Business
