A venda de caminhões apresentou alta de 10% nesse primeiro bimestre em comparação com o ano passado. No entanto, os usados anotaram queda de 27,9%. A maior dificuldade de acesso ao crédito, a baixa oferta de modelos de segunda mão e também os valores dos fretes explicam essa retração no início de 2022.
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“Os bancos realmente começaram um movimento de restrição baseados na perspectiva de atividade econômica mais baixa, no desemprego que resiste e na pandemia que trouxe uma nova onda pela variante Ômicron”, afirma Enilson Sales, presidente da Federação Nacional das Associações de Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto).
Para a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), há uma escassez de caminhões extrapesados com quatro a cinco anos de uso, muitas vezes exigidos por quem quem contrata um frete: “O mercado de caminhões novos foi muito fraco num passado recente [sobretudo de 2015 a 2018], daí a baixa oferta atual”, recorda Sérgio Zonta, vice-presidente para caminhões da Fenabrave.
Para ele, a dificuldade de trocar o veículo também explica o menor volume de negócios. “Essa retração no bimestre ocorreu pelas taxas de juros mais altas e também pela menor capacidade de compra. O atual valor do frete não encoraja os caminhoneiros a entrar num financiamento”, diz Zonta.
