Valor do Frete aumentou em maio, segundo levantamento

De acordo com a Edenred Repom, o Valor do Frete aumentou em maio, mesmo com baixa do diesel

Por Victor Fagarassi

- junho 13, 2025

Valor do Frete aumentou

De acordo com dados da última análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred Frete (IFR), com base em informações exclusivas da plataforma Edenred Repom, o valor do frete aumentou no País em maio. O valor médio nacional passou de R$ 7,34 para R$ 7,43, um aumento de 1,23% em relação a abril, interrompendo uma sequência de dois meses em queda.

O cálculo do preço médio do frete leva em consideração múltiplos fatores, como custos operacionais (combustível, manutenção e pedágios), demanda por transporte, distância percorrida, tipo de carga e condições do mercado. Além disso, variáveis macroeconômicas, como a taxa Selic e o desempenho de setores-chave (indústria e agropecuária), também influenciam na formação do valor. O IFR é apurado a partir da análise de mais de 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio gerenciadas pela Edenred Repom, garantindo uma amostra representativa do mercado.

Embora o preço do diesel tenha registrado retração de mais de 2,5% em maio, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), essa redução ainda não impactou os valores do frete rodoviário. Isso ocorreu porque a nova tabela com piso mínimo reajustado pela ANTT só foi publicada no fim do mês, em 29 de maio. Assim, os efeitos desse ajuste devem começar a aparecer nas próximas semanas.

“Mesmo com o diesel mais barato, o valor do frete demonstrou leve alta. Isso se deve ao fato de que, durante maio, alguns segmentos tiveram aumento na demanda, mas principalmente porque a taxa Selic subiu 0,5%, indo para 14,75% logo no começo do mês. Com o aumento dos prazos de pagamento no setor de transportes, a taxa de juros tem se tornado uma variável cada vez mais relevante na formação do preço do frete”, explica Vinicios Fernandes, Diretor da Edenred Frete.

O cenário econômico também pode influenciar o comportamento do frete nos próximos meses. Segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI), a indústria brasileira registrou retração em maio pela primeira vez em 17 meses, impactada pela baixa demanda. “Esse desempenho da indústria pode afetar o ritmo de contratações no setor de transporte. Por outro lado, o setor agropecuário projetou uma recuperação de produtividade para o novo ciclo 2024/25, o que pode movimentar o mercado de fretes nos próximos meses”, finaliza Vinicios.

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