Sudeste terá de investir R$ 590 bilhões em infraestrutura até 2018

Por Freelers

- novembro 19, 2013

SP terá investimentos de R$ 144,8 bi, já RJ com R$ 136,3 bilhões



SP terá investimentos de R$ 144,8 bi, já RJ com R$ 136,3 bilhões

A Região Sudeste terá de investir R$ 589,6 bilhões nos próximos cinco anos para manter e ampliar a infraestrutura regional. A conta é alta e reflete, em parte, os sucessivos atrasos na execução das obras. A cifra equivale à metade dos recursos necessários para ajustar a economia ao novo patamar de competitividade da infraestrutura.

Os dados fazem parte do mais novo diagnóstico encomendado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema). Os dados foram apresentados ontem ao mercado brasileiro, em São Paulo. De acordo com os cálculos da Sobratema, o Estado de São Paulo tem projetos que totalizam investimentos de R$ 144,8 bilhões, 24,5% dos recursos necessários a toda a Região Sudeste e 12,12% do volume total projetado até 2018 para o País. O Rio de Janeiro é o segundo em demanda com R$ 136,3 bilhões, 23,1% dos aportes na região e 11,4% em relação ao total, cujo valor estimado chega a R$ 1,19 trilhão.

De acordo com o levantamento, o Espírito Santo é o terceiro, com R$ 78,4 bilhões em investimentos identificados, e Minas Gerais é o último, com R$ 57,9 bilhões. A região ainda tem uma carteira de projetos interestaduais, cujo valor alcança R$ 172,1 bilhões. Integram a lista a Arena Corinthians, a despoluição da Baía de Guanabara, o desenvolvimento do pré-sal e construções em cidades, como a urbanização das favelas de Paraisópolis e Heliópolis, em São Paulo, ou da Rocinha, no Rio.

Para Mário Humberto Marques, vice-presidente da Sobratema, o desafio para a Região Sudeste, e como de resto para o Brasil, está em garantir a execução dos projetos identificados na pesquisa. “O problema é que as concessões à iniciativa privada são feitas apenas com projetos básicos. Quando a obra começa todos descobrem invariavelmente que quantidades e preços estão furados. E aí o TCU paralisa tudo. Essa é a essência do problema que inferniza a vida dos empresários e da sociedade”, afirma. Esse ambiente, segundo sondagem feita pela instituição, afeta a confiança do investidor: 89% culpam a burocracia pela trava na infraestrutura; 67% acusam o modelo de concessão como oprincipal entrave; e 56% dizem que o que o governo afirma não condiz com a realidade.

Olivier Girard, sócio da Macrologística Consultoria, diz que a natureza do problema da infraestrutura na Região Sudeste difere daquela vista em outras regiões. Em geral, existe infraestrutura, mas é insuficiente para a demanda, o que afeta a competitividade da principal região econômica do País. A situação da ferrovia em São Paulo é exemplar. A capital paulista está no meio do principal corredor de exportação do País, só que um atraso de anos obriga trens de passageiros e de carga a usarem a mesma linha. Numa cidade caótica como São Paulo, a prioridade é a mobilidade urbana, não o transporte de carga.

Fonte.: Estado de S. Paulo

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