A cidade com o maior número de ocorrências é São Bernardo: 123, seguida de Santo André, com 74, e Mauá com 47. Logo atrás vêm Diadema, com 32 casos, Ribeirão Pires, com dez, São Caetano, com sete e Rio Grande da Serra com apenas um registro.
Conforme o tenente-coronel Carlos Alberto dos Santos, responsável pelo 1º BPRv (Batalhão de Policiamento Rodoviário), que compreende a área do SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), o número vem caindo nos últimos meses por causa dos investimentos em tecnologia. “Os indicadores nas rodovias estão baixos. Isso porque praticamente toda a extensão é monitorada por câmeras de segurança da concessionária. Além disso, nós temos também varias bases da Polícia Rodoviária.
” O tenente-coronel também citou os procedimentos pelos quais os caminhões têm de passar nas estradas, que funcionam como medida de segurança. “Ele (veículo com carga) sofre série de fiscalizações na rodovia. Isso inibe os marginais. Eles (caminhões) são obrigados a passar pelas balanças e pelos pedágios. Além disso, fazemos bloqueios diariamente nas vias”, afirmou. A ação dos assaltantes tende a acontecer, em sua maioria, quando o condutor do caminhão está parado.
Este foi o caso do motorista Carlos Alberto de Melo, 47 anos. O morador de Diadema estava estacionado quando foi abordado por homens armados. “Tenho alguns colegas que já passaram por isso ao pararem em acostamento. Comigo foram duas vezes: uma no momento em que descarregava e outra no trânsito. A Polícia recuperou o veículo, mas não a carga”, lamentou.
De acordo com o tenente-coronel, os assaltantes só agem quando o trânsito está congestionado. Por isso a importância da presença da Polícia Rodoviária nas vias, lembra. Porém, os motoristas que costumam parar no acostamento tornam-se presas fáceis, destaca Santos. “O ideal é não parar. Se realmente precisar, o indicado é procurar uma base ou um posto de auxílio ao usuário fornecido pela concessionária, que são locais mais seguros. Caso tenha suspeitado de algum indivíduo, é importante acionar o sistema de ajuda ao cliente ou o 190”, orientou.
Fonte: Diário do Grande ABC
