Empresas já incorporaram o aumento no preço nas refinarias
Empresas já incorporaram o aumento no preço nas refinarias
Depois de um pequeno alívio na pressão cambial e dos últimos resultados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) , agora é a vez dos combustíveis surgirem como possível alavanca dos preços. Bancos, corretoras e consultorias já incorporam o aumento no preço nas refinarias às expectativas de inflação – ainda que o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, tenha dito que não haverá repasses até o final do ano.
Ao que parece, a maior parte das casas não acredita que a Petrobras seja capaz de se sustentar diante de tamanha defasagem nos preços, que já chega a 30% com relação aos valores praticados no mercado externo. Mas quem pensa que o impacto desse possível reajuste poderá resultar em um estouro da meta de inflação está enganado.
Na visão do professor Pedro Rossi, da Unicamp, a tendência de desaceleração do índice – já confirmada pelo IPCA-15, que apontou alta de 0,27%, levemente abaixo das expectativas – deverá compensar essa alta e, consequentemente, manter a inflação abaixo do teto de 6,5%. “Acho muito importante incorporar esse aumento, mas tenho duvidado da qualidade dessas análises, tendo em vista a nebulosidade do cenário”, diz.
Com ameaças de conflito no Oriente Médio e expectativa de retirada de estímulos nos Estados Unidos, ainda fica muito difícil antever os movimentos com relação aos preços do petróleo e seus subprodutos. “O repasse vai ocorrer, mas ainda é cedo para dizer quanto e quando”, afirma Rossi.
Assim como o dólar, que já dá sinais de estabilidade, a inflação também surpreendeu o mercado, que refez suas expectativas. Por isso, o professor entende que o reajuste é possível e não compromete a meta de inflação. “Esse cenário abre margem para o repasse sem ameaçar a meta de inflação”, diz.
Fonte.: iG São Paulo








