Radares inoperantes lotam rodovias de Minas Gerais

Por Freelers

- agosto 21, 2012

Sem monitoramento constante, motoristas excedem velocidade permitida

Sem monitoramento constante, motoristas excedem velocidade permitida

As BRs 040 e 381 de Minas Gerais, as mais perigosas do Estado, estão com radares que deveriam conter a velocidade dos motoristas e trazer mais segurança às rodovias, mas na realidade não vêm cumprindo a função de inibir abusos em trechos sinalizados.

De cada cinco radares instalados na BR-381 pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), um ainda não está em pleno funcionamento no trecho conhecido como Rodovia da Morte, entre Belo Horizonte e João Monlevade (Vale do Aço).

Dos 20 aparelhos da estrada que leva ao Vale do Aço, Espírito Santo e Nordeste do Brasil, quatro não estavam ativos na última semana, contrariando anúncio do superintendente da autarquia, José Maria da Cunha. No dia 9, em entrevista coletiva, o chefe do Dnit mineiro declarou que desde 30 de julho todos os 213 equipamentos de monitoramento estariam operando nas rodovias federais mineiras. Disse mais: que até o fim deste ano serão mais 208 máquinas para fortalecer essa política de fiscalização, totalizando 421 equipamentos, ainda que nem todos montados na primeira leva estejam aplicando multas. A previsão é de que a licitação para duplicar a Rodovia da Morte saia no próximo mês.

Já na BR-381, sentido Vale do Aço, o motorista tem uma amostra de que o monitoramento não é rígido na mais perigosa estrada do estado. O primeiro radar naquele sentido, na saída da ponte sobre o Rio das Velhas, em Santa Luzia (Grande BH), não marca a velocidade de quem passa. As luzes amarelas intermitentes mostram que, apesar de estar instalada, a máquina não autua ninguém. O que continua travando os condutores e impedindo acidentes no local, ao custo de muita paciência, é o desenho apertado da pista para o tráfego pesado de carretas carregadas. Mais à frente, três outros aparelhos fixos em postes não operam.

Na BR-040, próximo a um dos radares, de 60 km/h, em Congonhas (Região Central de Minas) não há placas alertando sobre sua presença. Na BR-381 são dois aparelhos que aparecem sem advertência e um que fica escondido pela copa das árvores, na curva que antecede a entrada sul da cidade de São Gonçalo do Rio Abaixo.

Estado de Minas

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