O presidente da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), Moacyr Servilha Duarte, diz que sem soluções novas o motorista terá de se acostumar aos grandes congestionamentos em estradas que chegam às metrópoles.
Afirma ainda que, entre cinco e dez anos, praticamente ninguém conseguirá trafegar em rodovias com pedágio no país sem pagar. Até lá, diz, todas terão o sistema eletrônico que cobra de acordo com a distância percorrida.
Para o presidente falta enfoque na discussão, “Você tem que ver a equivalência entre a tarifa e o benefício que o usuário recebe. Estudos que fazemos mostram que o benefício é favorável ao usuário. Nesse sentido, a tarifa não é cara. O que dificulta a modicidade é a base de pagantes. Se eu cobrasse 100% dos usuários a tarifa seria módica. Na Dutra, só 9% pagam” diz Servilha.
O presidente concorda que a questão política faz com que o sistema paulista de arrecadar tarifas receba duras críticas. Para ele, a oposição ataca o programa de São Paulo, e o governo acaba não se defendendo.
Para ele há uma necessidade de modernizar o sistema de cobrança. “Em cinco ou dez anos não vai ter mais praça de pedágio. E vai ter dois fatos positivos com a cobrança eletrônica. O ato de meter a mão no bolso e pagar pedágio é dolorido, sempre. Na hora em que você acaba com isso, tira o aspecto psicológico. E você vai pagar pela distância percorrida. Todo mundo vai pagar, e todos vão pagar menos. As vantagens serão essas” finaliza.
FONTE: Folha de São Paulo








