De acordo com uma pesquisa da Colliers, empresa de serviços imobiliários e administração de investimentos, no quarto trimestre de 2023 o preço médio pedido em condomínios logísticos de alto padrão no estado de São Paulo encerrou o ano em R$26,3/m²/mês. Esse valor representa uma alta de 5% se comparado ao levantamento realizado em setembro, quando o valor médio era de R$25,1/m²/mês.
Os maiores preços estão em São Paulo capital (R$37,2/m²/mês), Guarulhos (R$32,6/m²/mês) e Grande ABC (R$28,2/m²/mês). O estado registrou a entrega de aproximadamente 470 mil m² de novo inventário e o principal empreendimento está localizado na região de Cajamar. Considerando os novos imóveis, o inventário paulista fechou o ano em 14 milhões de m², crescimento de 10% em relação a 2022.
“Temos percebido aumento de preços em praticamente todas as regiões logísticas no estado de São Paulo. É um movimento natural dado a baixa oferta de empreendimentos e o alto custo de construção. A expectativa é de que os valores sigam em tendência de alta nos próximos meses”, afirma Paula Casarini, CEO da Colliers.
Taxa de vacância
A pesquisa aponta ainda que, mesmo com todo inventário entregue ao longo do ano, a taxa de vacância recuou 1 ponto percentual em relação a 2022, encerrando 2023 em 11%. Atualmente 11 das 13 regiões monitoradas possuem o indicador abaixo de 15%.
Segundo o levantamento, a redução na vacância se deve ao grande volume de locações registradas em 2023. A absorção bruta no ano foi de 2,23 milhões de m², 30% maior do que a registrada em 2022. Já a absorção líquida, saldo entre novas locações e devoluções, também apresentou recorde no período, 1,34 milhões de m², 33% superior que a observada em 2022.
A pesquisa revela que as principais locações foram registras nas regiões de Embu, Guarulhos, Vale do Paraíba e Cajamar, todas para empresas de transporte e logística.
“O mercado de condomínios logísticos em São Paulo, mais uma vez, nos apresentou números expressivos. Tivemos recorde de locações, aumento no preço médio pedido e vacância controlada. A atividade construtiva para o próximo ano deve permanecer aquecida, principalmente nas regiões próximas a capital paulista. Nossa visão é otimista para 2024″, finaliza Paula.
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