Apesar dos esforços do governo para manter a inflação sob controle, o diretor financeiro da Petrobrás, Almir Barbassa, garantiu que a estatal ainda não jogou a toalha e continua brigando por um novo aumento no preço dos combustíveis. “É um assunto sobre o qual estamos trabalhando intensamente, no sentido de buscar o alinhamento dos preços internacionais”, disse.
O último aumento autorizado pelo governo para os combustíveis foi em janeiro, de 10,5% para o diesel e 6,6% para a gasolina. Segundo especialistas, a defasagem entre o preço no Brasil e os praticados no mercado internacional estaria, no segundo trimestre na casa de 20%. Agora já teria ultrapassado 25%.
Barbassa admite que a defasagem se agravou nas últimas semanas com a disparada do dólar.Nesse cenário, sem um novo aumento de preços, a Petrobrás játrabalha com uma piora na relação entre sua dívida e a capitalização líquida até o fim do ano. “É esperado um crescimento (no indicador) da alavancagem”, diz. Pelo balanço do segundo trimestre, a Petrobrás trabalha com uma alavancagem de 34%, sendo que a meta da companhia é não ultrapassar 35% do endividamento líquido.
Em relatório, os analistas do HSBC, Luiz Carvalho e Filipe Gouveia, ressaltam níveis para o fim deste ano superiores àqueles estabelecidos pela estatal. A previsão é que a alavancagem possa atingir 37%. Um aumento de preços elevaria a receita e reforçaria o caixa, reduzindo a relação de alavancagem.
O diretor garantiu que a nova prática de contabilidade de hedge, que minimiza o impacto das variações cambiais, “veio para ficar”. Mas disse que a Petrobrás teria fechado no azul mesmo sem essa novidade contábil.
Fonte.: O Estado de S.Paulo








