A inflação no Transporte rodoviário de cargas, o TRC, é a maior dos últimos 26 anos de acordo com o DECOPE . O Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas da NTC&Logística é responsável por estudos técnicos, voltados à apuração de custos de transporte rodoviário de cargas e logística, estatísticas do setor, estudos macroeconômicos e formação de índices de custos referenciais que medem a inflação do TRC.
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Entre os índices mais importantes estão o INCTF, Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Fracionada e o INCTL, Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Lotação. O INCTL alcançou em julho a sua maior variação em 12 meses desde a sua criação em 2003, atingindo valor equivalente a 24,98% e, o INCTF, com 22,32%. Só teve um valor superior há 26 anos em agosto de 1995. Por isso, as empresas de transporte para sua sobrevivência necessitam efetuar o repasse da inflação nos seus custos aos preços praticados o que vem sendo feito mediante negociação com os clientes.
Cenário complexo
Segundo a entidade, a principal preocupação para o setor no momento é a falta do recebimento pela empresa transportadora dos demais componentes tarifários. Entre eles, o frete-valor que banca os custos dos riscos legais da atividade e o GRIS que remunera os custos inerentes às medidas de combate ao roubo de carga.
Além disso, muitas vezes os custos adicionais, decorrentes de serviços eventuais, são superiores ao próprio frete peso e, não são reconhecidos adequadamente pelo mercado, situação que precisa ser resolvida a fim de evitar prejuízos ocultos.
