O setor de transporte florestal brasileiro foi complementado, no início de ano, com o lançamento da terceira geração de fueiros de haste removível, por meio da linha R3, da Raptor Florestal. O equipamento chega ao mercado combinando aço de alta resistência, engenharia embarcada avançada e redução expressiva no peso bruto para elevar os patamares de produtividade e segurança em operações severas.
Desenvolvido para atender a um mercado cada vez mais rigoroso com os limites de carga e a pegada ambiental, o novo fueiro R3 sintetiza mais de duas décadas de expertise da empresa gaúcha. Segundo implementadora, o projeto nasceu da premissa de unir menos peso, mais espaço útil para carga e alta resistência mecânica, sem concessões à qualidade.
“Desde o início, o objetivo foi desenvolver um produto que combinasse três grandes vantagens: menos peso, mais espaço para carga e alta resistência, sem abrir mão da qualidade e da segurança. Para transformar essa ideia em realidade, reunimos investimentos em tecnologia e na estrutura fabril ao conhecimento da nossa equipe de engenharia. O resultado disso é um produto que ajuda a transportar mais carga de forma mais eficiente“, destaca Eduardo Felippe Turella, supervisor de Engenharia do Produto da Raptor Florestal.

O engenheiro aponta ainda que a estrutura otimizada do R3 impacta diretamente o cotidiano das operações no campo. “O fueiro R3 conta com uma estrutura mais leve e melhor aproveitamento do espaço, o que contribui no aumento da produtividade das operações no setor florestal“, explica.
Estruturada para abranger diferentes demandas logísticas, a linha R3 apresenta uma ficha técnica robusta dividida em três principais configurações: o modelo Raptor 6000 HR, com capacidade de carga de 6 toneladas e peso sobre chassi de 140 kg (peso embutido de 125 kg); o Raptor 9000 HR, projetado para 9 toneladas, com peso sobre chassi de 170 kg (155 kg embutidos); e o Raptor 12000 HR, que suporta até 12 toneladas e pesa sobre chassi 175 kg (160 kg embutidos).
Todos os modelos compartilham o mesmo perfil estrutural padronizado, com barrote de 165 x 120 mm, garantindo uniformidade na fabricação e na aplicação, enquanto a altura do fueiro é personalizável conforme a necessidade do cliente, podendo chegar a até 3.200 mm, o que proporciona maior versatilidade para diferentes operações florestais.
Entre os diferenciais técnicos do projeto destacam-se a adoção de aços de alta resistência, que garantem maior integridade mecânica com menor tara; um sistema de fixação inteligente e intercambiável entre todos os modelos, confeccionado com materiais leves; e um design de bases e hastes voltado para a ampliação máxima da caixa de carga. Essa arquitetura otimizada não apenas facilita as manutenções de rotina, como também assegura a conformidade com as exigências legais de peso por eixo nas rodovias.

Segundo a fabricante, o principal avanço nesse sentido está na padronização da caixa de carga, que passa a oferecer 7,25 m² em ambos os modelos, proporcionando maior uniformidade no empilhamento de madeira, melhor aproveitamento da carga e mais eficiência operacional.
Em relação aos fueiros de gerações anteriores, os ganhos de peso são significativos: enquanto o Raptor 6000 HR representa um projeto totalmente novo e, portanto, não tem base de comparação direta, os modelos Raptor 9000 HR e 12000 HR apresentam uma economia de peso que chega a até 18%, um avanço que, combinado à maior área útil de carga, é traduzido em ganhos concretos de produtividade em campo.
Para Aurélio Ames, gerente geral da companhia, a novidade reflete a direção estratégica dos investimentos da marca, que hoje lidera as vendas na América Latina com presença em oito países, mais de 100 projetos finalizados e uma produção superior a 11 mil toneladas anuais.
“A evolução do transporte florestal exige soluções que entreguem robustez, tecnologia e praticidade. É exatamente nesse ponto que concentramos nossos investimentos. Desenvolvemos fueiros para gerar ganhos concretos de produtividade em campo, segurança e eficiência operacional, sem perder de vista a sustentabilidade, que hoje também é uma demanda do mercado“, finaliza Ames.

