Governo Federal vai revisar cronograma das licitações
Governo Federal vai revisar cronograma das licitações
Na esteira do fracasso do leilão de concessão da BR-262 no trecho entre Espírito Santo e Minas Gerais, o governo prepara uma completa revisão do cronograma de leilões e da ordem dos lotes de rodovias a serem oferecidos à iniciativa privada. Serão priorizados os de maior interesse das empresas, segundo informou o ministro dos Transportes, César Borges.
O próprio trecho da BR-262 rejeitado em leilão deverá ser oferecido novamente, em data ainda não definida. A BR-101 na Bahia, que seria leiloada em 23 de outubro, agora foi para o fim da fila.
Após reunir-se ontem com a presidente Dilma Rousseff, Borges desautorizou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na interlocução com potenciais interessados nas concessões. O ministro anunciou que interpretações dos editais que a agência vier a fazer para responder a dúvidas de empresas passarão pelo crivo do Ministério dos Transportes. Esse filtro não existia.
O novo cronograma ainda não está definido, informou o ministro. No entanto, ele adiantou qual, aproximadamente, deverá ser a ordem dos leilões. A seleção se baseia nas conversas que ele teve ao longo desta semana com as empresas.
Aparentemente, o lote que mais desperta interesse é o que reúne pequenos trechos das BRs 060, 153 e 262 no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais, cujo leilão estava previsto para 25 de novembro. É um pedaço diferente da BR-262, não o que teve o leilão vazio. Em seguida, viria a BR-163 em Mato Grosso, a BR-040 em Minas Gerais, a BR-163 em Mato Grosso do Sul, a BR-116em Minas Gerais. Vão depender de análise a BR-101 na Bahia e a BR-153 em Goiás e Tocantins. A preferência dos empresários parece recair por rodovias com pedágio mais barato.
A ANTT, responsável por conduzir os leilões, informou que todos os oito candidatos que apresentaram propostas para a concessão da BR-050 foram classificados. O resultado da disputa será conhecido hoje. “A expectativa é positiva”, disse o ministro.
FONTE: O Estado de São Paulo – SP








