Mercedes-Benz anuncia aumento da nacionalização do Actros

Por Freelers

- janeiro 30, 2014

O caminhão extrapesado passa a ter acesso a 80% do Finame

O caminhão extrapesado passa a ter acesso a 80% do Finame

A Mercedes-Benz avançou mais um degrau no projeto de nacionalização do extrapesado Actros. A empresa elevou para cerca de 40% o conteúdo local do caminhão. Com isso, o financiamento do modelo poderá ser feito com até 80% das condições oferecidas pelo Finame/BNDES.

O veículo só poderá ser comprado com 100% do que é oferecido pela linha de crédito quando o índice de nacionalização subir mais um patamar e passar de 60%, o que deve acontecer em 2015. Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz para o Brasil, espera, inclusive, superar essa marca. “Podemos chegar a 70% de conteúdo local”, aponta.

O projeto de nacionalização do caminhão consome parte do investimento de R$ 2,5 bilhões que a empresa anunciou para o período de 2010 a 2015. O programa envolve 500 profissionais no Brasil, 100 na Alemanha e 60 fornecedores. Até agora, 16 protótipos foram testados por 2 milhões de quilômetros. Nessa fase o veículo já tem eixos, suspensão a ar, sistema elétrico e sistema pneumático de freio nacionais.

Em seguida, para alcançar o objetivo e fazer com que o caminhão tenha acesso completo ao Finame, a companhia instalará motor e sistemas de combustível e de direção hidráulica nacionais. Conforme adiantado pela empresa durante a Fenatran, em outubro de 2013, o propulsor será o OM 457, fabricado na planta da organização de São Bernardo do Campo (SP), que hoje equipa o Axor, mas receberá nova calibração para atender as versões rodoviárias 6×4 e 6×2 do extrapesado, que tem capacidade para transportar até 80 toneladas.

“As aplicações no Brasil são muito diferentes das vistas na Alemanha, por isso precisamos de tanto tempo de desenvolvimento”, explica Alexandre Nogueira, que lidera o projeto de nacionalização do Actros. Segundo o executivo, o País é referência em aplicações severas, com caminhões que rodam com mais carga e em rodovias nem sempre adequadas.

FONTE: AUTOMOTIVE BUSINESS

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