Durante a edição de 2026 da Coplacampo, a Ipiranga Lubrificantes, unidade de negócios gerida pela ICONIC, apresentou ao mercado uma nova alternativa em lubrificação para motores diesel de alta performance no agronegócio. Trata-se do Brutus Performance CK-4 SAE 10W-40, um produto desenvolvido para atender aos rigorosos critérios de engenharia exigidos pelos ciclos operacionais do setor, onde a relação entre disponibilidade mecânica e custo por hora trabalhada é um fator crítico.
O lançamento consolida uma estratégia de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) orientada por dados colhidos em condições reais de uso. Engenheiros de aplicação e tribologistas (tribologia é o estudo do atrito) da companhia realizaram uma série de visitas técnicas e auditorias em propriedades rurais, identificando um ponto de inflexão na operação: a necessidade de lubrificantes capazes de suportar intervalos de troca superiores a 1.000 horas, sem comprometer a integridade dos componentes do motor, aliada à crescente exigência por especificações globais como a API CK-4 em processos de concorrência e conformidade com fabricantes de máquinas.
Arquitetura química
O Brutus Performance 10W-40 foi concebido a partir de uma base de alto índice de viscosidade, combinada com um pacote de aditivos de última geração. Sua formulação visa mitigar os principais desafios encontrados em motores diesel modernos, especialmente aqueles que operam em condições de alta severidade, como colheitadeiras, tratores e pulverizadores autopropelidos.
Do ponto de vista da engenharia de lubrificantes, o produto é classificado como uma solução “Low SAPS” (Baixo teor de Cinzas Sulfatadas, Fósforo e Enxofre) controlada, característica indispensável para a compatibilidade com os sistemas de pós-tratamento de gases de escape, como os filtros de partículas diesel (DPF) e sistemas de recirculação de gases (EGR) e Redução Catalítica Seletiva (SCR), presentes em máquinas que atendem às fases TIER IV e normas EURO VI.
A viscosidade SAE 10W-40 foi selecionada por oferecer um equilíbrio crítico, garantindo o seu bombeamento adequado em partidas a frio (propriedade inerente ao grau 10W) e, simultaneamente, mantém a espessura do filme lubrificante em altas temperaturas de operação (grau 40), suportando o afinamento por cisalhamento mecânico sob pressões extremas nos mancais e bronzinas.
Especificações
A validação técnica do produto é sustentada por um extenso portfólio de homologações e atendimentos a especificações internacionais, que atestam sua robustez química e física. O lubrificante atende ou supera os seguintes parâmetros:
- API CK-4 e API SN: A certificação CK-4 confere ao produto a capacidade de proteger motores que operam com combustíveis de baixo teor de enxofre (S10), oferecendo resistência à oxidação, estabilidade ao cisalhamento e proteção contra o desgaste por corrosão, além de controle de formação de borras e espuma. A classificação SN garante a retrocompatibilidade com motores mais antigos.
- ACEA E11: Especificação europeia que define padrões rigorosos para motores diesel de alta potência, com foco em limpeza de pistões, proteção contra desgaste e estabilidade térmica.
- Homologações OEM: O fluido conta com aprovações formais de grandes montadoras, incluindo Volvo VDS 4.5 e Daimler DTFR 15C100 (MB-Approval 228.31) , que exigem testes rigorosos em dinamômetro e em campo para comprovar a capacidade de alongamento de drenagem e proteção do trem de válvulas.
- Conformidades Técnicas: Atende também aos requisitos de engenharia de fabricantes como Renault (RLD-4), Cummins (CES 20086), MAN (M 3775), MTU (Type 2.1) e Caterpillar (ECF-3) , garantindo que o produto possa ser aplicado em frotas mistas sem risco de incompatibilidade metalúrgica ou degradação prematura.
Aplicação
A formulação do Brutus Performance CK-4 10W-40 foi projetada para neutralizar os subprodutos ácidos da combustão, comuns em motores que operam sob carga pesada por longos períodos, prevenindo o desgaste corrosivo dos cilindros. Além disso, a alta capacidade de dispersão de partículas de fuligem (soot) evita o espessamento do óleo e a formação de lamas, mantendo a fluidez e a pressão hidráulica do sistema em níveis ideais até o final do intervalo de troca estendido.
