Para levar uma carga com 3,6 mil toneladas de algodão de Luis Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia, para Juazeiro, no Norte do estado, são necessárias 140 carretas, que percorrem os 900 quilômetros entre as cidades em dois dias. Já se a mesma carga for levada pelo Rio São Francisco, o tempo de deslocamento passa para seis dias – em condições adequadas de navegação – mas com custo 20% menor no valor do frete, além de reduzir drasticamente a emissão de CO2 na atmosfera.
Apesar da diferença de preço, os rios têm recebido um número bem menor de cargas do que a capacidade. O Brasil possui atualmente 22 mil quilômetros de rios navegados – apenas 52% do seu potencial – para uso de transporte de cargas ou passageiros, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), vinculada à Secretaria de Portos da Presidência da República. A maioria desses rios está na região Amazônica (cerca de 80%). No Plano Nacional de Viação do Brasil, que é de 1973, estima-se que o país tenha 41.635 quilômetros de rios aptos para a navegação.
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