O aumento da concorrência no Porto de Santos, com a inauguração da Embraport e Brasil Terminais Portuários (BTP), não desestimulou os planos de expansão do Grupo Libra – dono de três grandes terminais de contêineres no Brasil. A empresa espera conseguir autorização da Secretaria de Portos (SEP) e Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para levar adiante um projeto de R$ 762 milhões, que mais que dobraria a capacidade atual do terminal em Santos.
Em Santos, a Libra Terminais tem três áreas, sendo que uma delas vence em setembro do ano que vem. As demais, em 2018 e 2020.
O projeto de expansão prevê a integração das três áreas, elevando a extensão do cais de 1.085 metros para 1.690 metros. O aumento será possível a partir do aterramento de uma faixa descontínua do terminal. Com isso, a empresa poderá receber mais navios simultaneamente e melhorar a produtividade. A expansão, no entanto, prevê outras obras, como a realocação da linha férrea, que hoje passa no meio do terminal. A medida ampliará a área de armazenamento e dará mais mobilidade na operação.
Há ainda a construção de um viaduto, não incluído no total de investimento. Araujo diz que o projeto de realocação da ferrovia e a construção do viaduto foi desenvolvido pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), empresa pública que administra o Porto de Santos. Segundo a estatal, o projeto de expansão ainda depende de acordo sobre uma dívida antiga da Libra. Araujo diz que as duas coisas são distintas.
FONTE: ESTADO DE S.PAULO
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